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Fortaleza
NOTÍCIA

Ecossistema da Sabiaguaba é prejudicado com derramamento de óleo

A contaminação da substância interfere diretamente na biodiversidade e no potencial de sustentação de uma cadeia alimentar diversa, existente na região

14:20 | 10/10/2019
Orgãos ligados ao meio ambiente promovem limpeza de óleo na praia da Sabiaguaba.
Orgãos ligados ao meio ambiente promovem limpeza de óleo na praia da Sabiaguaba. (Foto: Fabio Lima)

As formações rochosas da praia da Sabiaguaba, atingidas por derramamento de petróleo cru, tem valor ambiental significativo para o ecossistema da região. Com origem em eras glaciais e interglaciais, os arenitos da praia são importante elemento para a reprodução e alimentação da fauna marinha e, até mesmo, de aves migratórias, conforme explica Jeovah Meireles, professor de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e membro do Conselho Gestor da Sabiaguaba (CGS).

O especialista defende que o mais adequado a se fazer no momento é retirar todo o petróleo que ficou preso nas rochas. A contaminação da substância interfere diretamente na biodiversidade e no potencial de sustentação de uma cadeia alimentar diversa, que vai desde aves e tartarugas até a população humana que se alimenta e comercializa animais do local. Além disso, a região é conhecida pelo seu potencial turístico, com passeios pela praia, de barco e mergulhos.

Leia mais: Óleo preso às rochas da praia de Sabiaguaba começa a ser retirado na manhã desta quinta

Limpeza foi realizada nesta quinta na praia da Sabiaguaba
Limpeza foi realizada nesta quinta na praia da Sabiaguaba (Foto: Fabio Lima)

Jeovah ainda considera fundamental iniciar outras ações preventivas na região, previstas no Plano de Manejo da Sabiaguaba. O monitoramento e a formação de conscientização ambiental da população nativa são algumas das medidas que devem ser prioridade para a prevenção. “Monitorar significa acompanhar a ligação dessas rochas com outros sistemas ambientais, de que forma estão sendo utilizados pela biodiversidade e como se antecipar com ações preventivas”, defende.