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Fortaleza
Noticia

Noventa e cinco famílias receberão plantas de casas após entrada em ações de usucapião

Comunidade vive há mais de 30 anos no bairro e não possui o sonhado "papel da casa"

16:00 | 04/10/2019
Noventa e cinco famílias recebem plantas para dar entrada nas ações de usucapião.
Noventa e cinco famílias recebem plantas para dar entrada nas ações de usucapião. (Foto: Foto: Canto/ Divulgação)

A Defensoria Pública do Estado do Ceará entregará neste sábado, 5, os primeiros trabalhos de cartografia social e memorial descritivo para 95 famílias que residem na rua Iná Brito, no bairro Presidente Vargas, em Fortaleza.

Através do mapeamento criado pelo Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (Canto/UFC) será possível subsidiar ações de usucapião e regularização fundiária para ajustar a situação de moradia da comunidade, que vive há mais de 30 anos no bairro e não possui o sonhado “papel da casa”.

De acordo com o defensor público e assessor de relacionamento institucional, Eduardo Villaça, esse momento será de extrema importância para cada morador do bairro, que dificilmente teriam condições financeiras de viabilizar tais documentos.

“Este evento representa a culminância da primeira parte do projeto de uma parceria firmada entre a Defensoria Pública e o Departamento de Arquitetura da UFC, com o nobre objetivo de fornecer aos moradores de comunidades carentes, a começar pelo bairro Presidente Vargas, os laudos técnicos necessários para ingressar judicialmente com a ação de regularização fundiária” explica.

Para a estudante do 8º semestre de Arquitetura e Urbanismo da UFC, Carolina Guimarães, 21 anos, o trabalho desempenhado entre o Canto e a Defensoria Pública não é um ponto final, mas uma possibilidade de autoanálise e construção de metodologias.

“Foi muito desafiador, no sentido de elaborar metodologias e organizações para que tudo funcionasse. Foi um caminho cheio de desafios. Tivemos ajuda de outros parceiros como o Labocart, que é o Laboratório da Geografia, que realiza as cartografias sociais e nos somamos ao processo da regularização fundiária, na tentativa de humanizar. Era preciso dizer que o bairro tem uma história e que os moradores estão ali há muito tempo", explica.