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Fortaleza
NOTÍCIA

Após morte de adolescente, Polícia avança em investigação e prende nove pessoas

Ainda há mandado de prisão aberto para uma adolescente

16:29 | 05/07/2019

Após a morte da adolescente Ana Kelly Bispo da Silva, 14, em maio deste ano, no bairro Granja Lisboa, a Polícia Civil avançou nas investigações contra grupo criminoso atuante na área. Na manhã desta sexta-feira, 5, 60 policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizaram nove prisões e cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em quatro bairros de Fortaleza: Granja Lisboa, Bom Jardim, Genibaú e Conjunto Ceará. Apenas um mandado de prisão não foi cumprido. A única pessoa a não ser detida é adolescente.

O vínculo do grupo criminoso é justamente a única mulher presa nesta manhã. Tainara Pâmela de Oliveira, 21, é apontada como uma das responsáveis pela morte de Kelly, motivada por um suposto roubo de entorpecentes. Entre os presos está o líder do bando, Antônio Charles da Silva, 31, além de Lucivaldo Ramos da Silva, 28, o homicida do grupo.

Na ficha criminal dos integrantes da organização estão delitos por tráfico, roubo, homicídio e latrocínio. Márcio Lopes, coordenador da operação e delegado do 2° Distrito Policial da Polícia Civil, data de fevereiro o início das investigações. Conforme Lopes, dos capturados, cinco têm passagens pela Polícia. O titular também credita ao bando outros seis assassinatos.

"Quando ocorreu o homicídio da menor (a adolescente Ana Kelly), a gente identificou os indivíduos investigados também como autores do homicídio da jovem". Segundo ele, a adolescente foi retirada de casa, colocada dentro de um carro e morta no bairro Granja Lisboa, no limite entre Fortaleza e Caucaia. Conforme o delegado, a autorização do homicídio foi passada por mensagens no WhatAspp.

"A eficiência dessas ações, em resumo, é a simbiose do uso da tecnologia e o emprego da inteligência policial. Tudo para que nossa inteligência se desenvolva de forma cirúrgica, e que tenha um resultado satisfatório. Nosso objetivo é fazer a retirada desses indivíduos da rua para permitir ao povo de bem maior liberdade", destacou Leonardo Barreto, diretor da DHPP.

Ítalo Cosme