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Fortaleza
NOTÍCIA

Passageiros de avião do banheiro entupido esperaram 4 horas em fila para obter hospedagem

Alguns passageiros receberam mensagens de que o novo voo seria às 23h45min desta quinta-feira, enquanto outros não tiveram confirmação

16:42 | 27/06/2019
Alguns passageiros receberam mensagens de que novo voo seria às 23h45min desta quinta-feira, enquanto que outros não tiveram confirmação
Alguns passageiros receberam mensagens de que novo voo seria às 23h45min desta quinta-feira, enquanto que outros não tiveram confirmação (Foto: via WhatsApp O POVO)

Passageiros do avião que desembarcou em Fortaleza, na noite dessa quarta-feira, 26, por causa do entupimento de um banheiro, reclamam da assistência prestada pela Azul Linhas Aéreas. A aeronave que partiu de Campinas rumo a Porto, em Portugal, aterrissou no Aeroporto Pinto Martins por volta das 23 horas. A partir dali, a fila que distribuiria passageiros em hospedagens pela Cidade teria durado até as 4 horas desta quinta-feira, 27.

O voo já havia passado por Fortaleza quando o comandante decidiu fazer retorno e pousar na Capital. Cerca de 200 passageiros tiveram de descer da aeronave, recolhendo as próprias bagagens. Com a impossibilidade de seguir viagem, seriam acomodados em hospedagens direcionadas pela companhia. A partir desse momento, porém, foi quando o “problema” apareceu, conforme relata Gilberto Roldão.

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Professor universitário, ele estava no voo com a esposa. Segundo ele, o fato de a aeronave ter voltado para Fortaleza, “depois de ter percorrido uma hora oceano adentro”, foi louvável. “Procedimento de segurança deve acontecer mesmo. O que não pode é acontecer o contrário: ir adiante com o voo com algum tipo de problema, colocando em risco as vidas que estavam na aeronave”, evidencia.

“O problema foi o momento em que a gente chegou no aeroporto de Fortaleza”, resume. “Poxa, a situação de precariedade para receber essas 200 pessoas foi uma coisa impressionante. Tinham apenas três, quatro funcionários (da Azul), todos trabalhadores bem intencionados, tentando dar o máximo de cada um, mas imagina ter de atender aquele tanto de passageiros”, indicou.

Roldão conta que após pegar as bagagens, duas filas foram formadas por volta da meia-noite: uma para pessoas prioritárias e outra para atendimento livre. Esta última, diz, teria durado até às 4 horas, “porque a empresa queria direcionar para hospedagens mais baratas”, as quais até determinado momento, não dispunham de mais vagas para todos. “Só que a gente começou a pesquisar e ver que tinham vagas disponíveis em Fortaleza, mas com o valor acima do que o, talvez, estipulado pela empresa”, pondera.

Em nota, a Azul informou ainda na noite de quarta que o voo que daria continuidade à viagem seria realizado às 20 horas desta quinta-feira, 27. Roldão conta, porém, que alguns passageiros foram informados pela companhia de que o novo estava marcado para às 23h45min, enquanto outros não tiveram essa confirmação.

Reclamação

Roldão diz estar “indignado” com o atendimento prestado pela empresa, chamando-o de “descaso”. Alegando ainda falta de “transparência” da companhia. “Estamos sendo feitos de palhaço. Esperávamos ter uma conversa coletiva com todo mundo, que fossem explicadas as situações, mas isso não aconteceu. Esperávamos mais respeito. É lamentável e vamos processar a companhia”, anunciou.

O POVO Online entrou em contato com a Azul para saber quais procedimentos adotados pela empresas em casos assim e qual foi o utilizado nessa quarta-feira. Reportagem questionou ainda o horário do novo voo a ser disponibilizado para esses passageiros. 

Em nota, a companhia afirma lamentar “eventuais aborrecimentos” e ressalta que está prestando assistência aos clientes, conforme estabelecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A empresa se limita a comunicar que reacomodará os passageiros em voo que sai de Fortaleza nesta noite, sem revelar o horário. “Sobre a acomodação, todos os clientes foram acomodados em hotel e receberam alimentação e translado, que é o que prevê a resolução da agência reguladora”, informou a companhia.

Wanderson Trindade