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Fortaleza
NOTÍCIA

Única equipe feminina vence primeira Seletiva Cearense de Salvamento Veicular

Equipe cearense vai a Brasília disputar uma das três vagas para o campeonato mundial em 2020

09:22 | 03/06/2019
Equipe feminina ganhadora representa o Ceará no Distrito Federal, em dezembro
Equipe feminina ganhadora representa o Ceará no Distrito Federal, em dezembro(Foto: Divulgação/CBM)

Numa disputa entre equipes compostas por bombeiros, policiais e resgatistas do Ceará, realizada no último domingo, 2, quem levou a melhor foi a única equipe feminina. A prova, análoga a da modalidade Standard dos campeonatos brasileiro e mundial de salvamento veicular, consistia no desafio de resgatar uma vítima de acidente automobilístico presa às ferragens em até 20 minutos.

O time formado por quatro bombeiras militares e duas profissionais do Samu Ceará teve o melhor desempenho geral entre as equipes que participaram da primeira Seletiva Cearense de Salvamento Veicular, no estacionamento do RioMar Fortaleza. A atuação da comandante da equipe, bem como das militares e das profissionais da saúde que integravam cada time, recebia uma avaliação qualitativa por parte da comissão julgadora.

Ao final, a equipe Fox Delta, única composta por mulheres a participar da competição, foi a mais bem avaliada e acabou conquistando vaga no certame brasileiro, que acontece em Brasília, no mês de dezembro. A equipe foi chefiada pela capitã Juliany Freire e era integrada pelas tenentes Carolina Campos e Isabel Cristina, pelas cabos Leoniza Brito e Ana Lília, pela médica Bárbara Sousa e pela enfermeira Ravenna.

“A gente demonstra nossa capacidade técnica. Mostramos para a população que o atendimento de resgate em um acidente pode ser feito por qualquer pessoa, desde que tenha preparo”, pontua a tenente Isabel Cristina, uma das integrantes do grupo vencedor, que se inspirou em uma equipe feminina que também disputou a competição, mas na cidade de Brasília.

Para ela é preciso estimular mulheres a participarem de forma mais ativa das atividades técnicas e operacionais. “Acredito que esta faltando mais incentivo para que outras mulheres formem suas equipes. A gente vê as sementes plantadas pelas meninas de Brasília sendo semeadas em outros terrenos. Esperamos dia termos categorias só feminina”, projeta Isabel.

Caso fique entre os três primeiros lugares, que disputa com outras 26 equipes, as cearenses devem representar o País em 2020 no campeonato mundial. 

Redação O POVO Online