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Fortaleza
NOTÍCIA

Hospital de Messejana alerta sobre danos do cigarro à saúde

Programa de combate ao tabagismo já atendeu gratuitamente mais de 3 mil pessoas desde 2001

14:05 | 27/05/2019
Programa de combate ao tabagismo já atendeu gratuitamente mais de 3 mil pessoas desde 2001
Programa de combate ao tabagismo já atendeu gratuitamente mais de 3 mil pessoas desde 2001 (Foto: Wanderson Trindade / Especial para O POVO)

Hábito comum para cerca de 18 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco causou mais 156 mil mortes em 2015, conforme aponta o Instituto Nacional do Câncer. Para alertar sobre essa situação, o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes realizou na manhã desta segunda-feira, 27, ação com intuito de conscientizar a população quanto aos riscos do cigarro à saúde.

O evento foi realizado em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado anualmente em 31 de maio. Na edição deste ano, a equipe do Programa de Controle do Tabagismo, do Hospital de Messejana, promoveu discussões acerca dos mitos e verdades no que diz respeito às alternativas ao tabagismo. Em roda de conversa, o encontro reuniu pessoas que pretendem parar com o hábito ou que já conseguiram superar o vício.

Exemplo de determinação para deixar de lado o costume que lhe acompanhava desde os 15 anos, a professora aposentada Célia Vieira está sem fumar há um ano. Hoje com 60 anos recém completados, ela conta que chegou a tal consciência depois de ter sido acometida por um infarto. “Quando eu tornei os pensamentos, ouvi uma voz amiga, me perguntando se eu queria parar de fumar. Foi como uma voz angelical”, relata.

A voz que trouxe a convicção necessária para Célia abandonar o uso foi a médica Penha Uchôa, coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo desde 2001. “A doutora Penha e sua equipe são como se fossem anjos de carne e osso, que me deram toda a assistência que precisei”, recorda a professora.

Docente por 34 anos, ela diz que nunca sofreu nenhum contratempo com alunos ou colegas de profissão por causa do vício. “Mas nos intervalos, de 20 minutos, eu não interagia com os demais professores, porque separava aquele momento para fumar uns quatro cigarros”, memoriza, informando que precisava passar “disfarces” para voltar para a sala de aula.

Célia diz que ainda guarda certa vontade de tragar um cigarro. “Mas sempre lembro de tudo que foi conversado durante o tratamento, de todas as dinâmicas que foram realizadas. Isso me encoraja a não recair e a vontade passa”, enfatiza. Sua declaração é alinhada com a de Francisco Modesto, de 65 anos.

Aposentado, ele comenta que fumou pela primeira vez aos 13 anos, “porque era a moda da época”. “Já teve gente, com quem fui conversar, que virou o rosto ou fez cara feia, por causa do odor que ficava em mim. Mas eu nem ligava, pois estava no auge e aquilo era tão natural quanto comer chocolate”, recorda. Após receber diagnóstico médico desfavorável à sua saúde, no entanto, teve de repensar a prática.

Há nove anos sem fumar, Francisco afirma ter convencido outros três amigos a se tratarem. Desde que obteve êxito em seu tratamento, o aposentado diz que participa das celebrações anuais do Dia Mundial Sem Tabaco. Neste ano, ele foi o DJ do evento, que, em ritmo junino, animou dezenas de pessoas que estiveram juntas no Bosque dos Eucaliptos, logo na entrada do Hospital da Messejana.

Dia Mundial Sem Tabaco
Dia Mundial Sem Tabaco (Foto: reprodução)

Tratamento

Há 18 anos na coordenação do Programa de Controle do Tabagismo, Penha Uchôa comunica que o projeto atende pessoas que foram encaminhadas pelo próprio Hospital da Messejana como também pacientes externos à instituição. Ela tem à disposição equipe multidisciplinar que conta com profissionais farmacêuticos, nutricionistas, pneumologista, psicólogos e de serviço social.

Ao longo de três meses, os pacientes são acompanhados presencialmente, em encontros realizados todas as semanas dentro de três meses. Depois, em período de nove meses, a assistência é feita por telefone e com reuniões periódicas. No encerramento do ciclo, os participantes recebem o certificado “Um ano sem fumar”.

“Quando alguém nos procura, a única exigência é ter o desejo próprio de parar de fumar. Se a pessoa estiver preparada, a gente acolhe para o tratamento. Vamos trabalhando com a motivação, que está muito ligada com a possibilidade de parar de fumar”, analisa, ponderando: “Isso não quer dizer que terá sucesso, mas pode garantir determinação para persistir”.

Atendendo 100 pessoas semanalmente, em diferentes turmas e horários, o Programa de Controle do Tabagismo já assistiu cerca de 3 mil pacientes.

SAIBA MAIS

O Hospital de Messejana - Dr. Carlos Alberto Studart fica na avenida Frei Cirilo, 3480 - Messejana. 

Telefone: (85) 3101-4075 

Wanderson Trindade