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Fortaleza
NOTÍCIA

Profissionais de segurança denunciam falhas no sistema de radiocomunicação da Polícia

Policiais são obrigados a utilizar aplicativos WhatsApp e Zello devido o sistema inoperante

19:05 | 24/05/2019

Profissionais de segurança denunciaram ao O POVO Online uma série de falhas no sistema de comunicação de rádio das forças de segurança do Ceará. O relato detalha que os policiais de Fortaleza e Interior do Estado estão fazendo uso do aplicativo WhatsApp e do Zello para comunicação.

Conforme a fonte ligada à Secretaria da Segurança, no Interior do Estado os rádios estão inoperantes e na Capital também tem apresentado defeitos. A tecnologia da Tetaprol, do fabricante francês Airbus, está congestionada. O problema tem se estendido aos policiais civis e bombeiros. 

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) teria aberto o sistema de rádio para o sistema penitenciário, Guarda Municipal e demais forças de segurança de Sobral. A iniciativa teria causado congestionamento.

A fonte denuncia a falta de confiança no sistema. O perigo de ter operações e ações sigilosas vazadas. O interior do Estado seria a área mais crítica. Conforme o relato da fonte, a Polícia Federal também utilizou o mesmo sistema no ano de 2013, mas aconteceram falhas. O relato é que na sala de rádio os problemas persistem e causam preocupação entre as pessoas que trabalham na unidade. 

A falta do radiocomunicação dificulta as operações e impede o acesso aos locais onde estão acontecendo crimes. A falta de informação sobre as ocorrências dificulta o trabalho dos agentes da segurança no combate a criminalidade. No interior, a questão interfere no que diz respeito aos crimes de ataques a banco, assaltos e demais ocorrências. Nestas cidades, os policiais tem oferecido os respectivos contatos pessoais para os moradores. O radiocomunicador também é utilizado para pedir apoio no caso do profissional perceber que está em situação de risco. 

O POVO Online solicitou uma resposta sobre o problema às 19h40min da última quinta-feira, 24, mas a demanda ainda não foi respondida pela SSPDS.