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Fortaleza
PAPICU

Audiência pública discute contraproposta para binário da avenida Santos Dumont

Secretaria da Infraestrutura, órgão executor do binário, não participou da ocasião

09:41 | 15/05/2019
Mapa mostra sentido das ruas após implementação do binário
Mapa mostra sentido das ruas após implementação do binário(Foto: REPRODUÇÃO)

Em audiência pública, a Organização da Sociedade Civil (OSC) Taramela apresentou pela segunda vez contraproposta para o binário Santos Dumont-Lauro Nogueira no último dia 6. Em novo projeto, não seria necessário a desapropriação de 90 imóveis no Beco da Galinha, na Comunidade Verdes Mares. A reunião ocorreu por requerimento do deputado estadual Renato Roseno (Psol), na Assembleia Legislativa (AL-CE), mas não teve a presença da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf). 

Para Lucas Lessa, arquiteto à frente da contraproposta, a Prefeitura de Fortaleza não estaria aberta ao diálogo com o movimento. “A gente cobra que a Prefeitura apresente novos argumentos e debata essa questão em momento de discussão", declarou, em crítica sobre a ausência da Secretaria da Infraestrutura. Havia outros representantes do Município na audiência, mas Lucas reiterou que o diálogo deve ser com a Seinf, órgão executor do projeto.

A audiência tinha o objetivo de realizar novas negociações com a Prefeitura. O escolhido para representar a pasta foi José Roberto de Rezende, secretário executivo da Pasta. Entretanto, ele não pôde comparecer alegando motivos de saúde. Manuela Nogueira, secretária da Infraestrutura, afirmou que não enviou outra pessoa por falta de comunicação interna. Ela explicou ainda que já tinha conhecimento da contraproposta, mas que a havia recusado por não atender completamente os objetivos do binário. 

O deputado Renato Roseno, presidente da Comissão de Direitos Humanos da AL-CE, explicou que foram discutidos diversos assuntos em relação à desapropriação, como o valor das indenizações e alguma possível mudança no projeto. “A Comissão está acompanhando o caso. Uma alteração pequena no projeto pode diminuir o número de remoções das famílias”, declarou.

Estavam presentes ma audiência José Lino da Silveira, do Núcleo de Habitação e Moradia (Nuham), da Defensoria Pública; Julianne Melo, advogada do Escritório Frei Tito de Alencar, que acompanha a situação do Beco da Galinha; representantes da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e da Habitafor; Giovana Araújo, do Ministério Público; e moradores da comunidade. A audiência também contou com a participação de estudantes universitários.

Natália Coelho/especial para O POVO