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Fortaleza
NOTÍCIA

Período de chuvas exige atenção redobrada com a saúde dos olhos

Além de medidas de higiene, deve-se procurar auxílio médico quando o período de desconforto superar dez dias ou houver uma baixa visual

10:38 | 18/04/2019
Fortaleza registrou 1586.3 milímetros de chuva até o momento em 2019. O valor supera a média para todo o ano em 8,9%.
Fortaleza registrou 1586.3 milímetros de chuva até o momento em 2019. O valor supera a média para todo o ano em 8,9%.(Foto: Fábio Lima/O POVO)

Com chuvas acima da média no Estado, é preciso ligar um sinal amarelo para as doenças que se disseminam mais fortemente nesse período. Além dos cuidados    cada vez mais populares em campanhas educativas para arboviroses, é preciso redobrar a atenção para a saúde ocular. A baixa visual e a diminuição de sensibilidade de cores são consequências não só da conjuntivite, mas de doenças como a leptospirose, a dengue e a hepatite A.

Evitar locais fechados com aglomerações, lavar sempre as mãos e carregar álcool em gel são algumas das dicas da oftalmologista Joana Gurgel, assessora técnica da Secretaria Municipal de Fortaleza (SMS). A médica também fala da importância de não friccionar os olhos, assim como ter de lenços descartáveis para evitar a contaminação e não fazer uso de colírios sem recomendação médica.

Além da prevenção, Joana alerta que as pessoas devem buscar auxílio médico quando o quadro de desconforto visual superar o período de dez dias, assim como quando há uma baixa visual, que normalmente é percebida quando se consegue enxergar melhor com um olho do que o outro. Primeiramente, deve-se procurar a atenção primária, em postos de saúde, onde o médico encaminhará, caso necessário, para um profissional com especialidade oftalmológica.

Outros cuidados

É valido lembrar que o cuidado com a saúde ocular não deve se restringir ao período chuvoso. O diagnóstico atrasado de uma doença pode levar à elevada baixa visual ou, até mesmo, à cegueira irreversível. Algumas doenças, como a diabetes e o glaucoma, merecem atenção redobrada e acompanhamento médico. Vinculado à SMS, o Programa de Assistência aos portadores de Glaucoma (PAPG), entretanto, deixou, no fim de fevereiro, cerca de sete mil pacientes atendidos sem o recebimento do colírio. A informação seria que faltaria repasse de verba pela secretaria.

A atenção médica deve começar desde os primeiros dias de vida. O chamado teste do olhinho, que deve ser feito ainda na maternidade segundo a lei 6.437/77, faz o rastreamento de doenças oculares e encaminha o paciente para uma avaliação especializada, caso necessário. Nos primeiros anos de vida, também se deve ficar atento a possíveis queixas da criança em relação a dificuldades visuais. Pais e professores podem constatar a necessidade de óculos de grau ou o diagnóstico precoce, evitando um prejuízo ainda maior.

Leonardo Maia