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Fortaleza
Vicente Pinzón

Estrutura de escola que desabou já apresentava problemas, dizem alunos e funcionários

Na manhã deste sábado, 30, foi realizado um ato de protesto em frente a instituição cobrando soluções para o problema

17:48 | 30/03/2019
Alunos da Escola de Educação Profissional Mara Angela da Silveira Borges, no bairro Vicente Pinzon, fazem um protesto em frente a escola que desabou o teto.
Alunos da Escola de Educação Profissional Mara Angela da Silveira Borges, no bairro Vicente Pinzon, fazem um protesto em frente a escola que desabou o teto.(Foto: Mauri Melo/Mauri Melo)

A estrutura da Escola Estadual de Educação Profissional Maria Ângela da Silveira Borges, localizada no bairro Vicente Pinzón, que desabou na tarde dessa sexta-feira, 29, já vinha apresentando problemas, é o que afirmam alunos e funcionários.

"Além da estrutura frontal (que desabou), dentro (da escola) tem várias salas com o teto destruído, vazando água quando chove", conta o aluno da segunda série do ensino médio, Leonardo Gonçalves, de 18 anos. De acordo com ele, a parte da instituição que é ocupada por estudantes da Escola Ensino Fundamental e Médio deputado Manoel Rodrigues também se encontra em estado de precariedade. "A salas são separadas por divisórias, lâmpadas já chegaram a cair, mas graças a Deus nenhum aluno se machucou", revela.

"Isso é uma crônica de uma tragédia anunciada. Há muito tempo essa estrutura já vinha dando sinais de que estava, no mínimo, corroída", desabafa o professor história José Eduardo Braga Monteiro. Segundo ele, mesmo com as manutenções, os problemas continuavam os mesmos, como também afirma o professor Amadeus Pontigori. "Foi trocado forro, terra e telhas há pouco mais de 10 dias, mas ela (manutenção) já apresentava uma série de defeitos, como infiltração", explica.

Há três dias, segundo os relatos, um muro da parte lateral da escola, em decorrência da chuva, também chegou a desabar. "A fundação da escola já tinha problemas, como o muro que caiu. A gente pôde observar que não tinha alicerce, não tinha coluna de ferro, absolutamente nada. Então qual a garantia que a gente tem que o resto da escola possui estrutura?", continua Amadeus.

Para a estudante da segunda série de administração, Juliane Ramos, de 15 anos, a tragédia poderia ter sido ainda maior. Segundo ela, pouco mais de 10 pessoas saíram machucadas do incidente. "A gente vem pra escola todo dia com medo de sair morto. Nas salas, é teto caindo quando chove, o muro lá de trás caiu e agora isso. Não tem nem como dizer que isso não é uma irresponsabilidade", desabafa.

Na manhã deste sábado, 30, foi realizado um ato de protesto em frente à instituição cobrando soluções para o problema. De acordo com a Secretaria da Educação (Seduc), uma reunião com esses representantes foi feita, onde ficou decidido a construção de um plano de ação conjunto com o intuito de dar assistência aos alunos e garantir o retorno às atividades escolares o mais rápido possível.

Confira a nota:

A Secretaria da Educação (Seduc) informa que foi realizada, na manhã deste sábado, 30, uma reunião entre representantes da instituição e de estudantes da Escola de Educação Profissional Maria Ângela da Silveira Borges, na qual ficou definida a construção de um plano de ação conjunto com o objetivo de dar assistência aos alunos e garantir o retorno às atividades escolares o mais rápido possível e de forma segura. Os estudantes elaborarão, na próxima segunda, 1º, as propostas a serem apresentadas à Secretaria.

A Seduc reforça o compromisso com a reposição de aulas, além de garantir a realização de atividades específicas para alunos da 3ª série do Ensino Médio. Engenheiros da Seduc, do Departamento de Arquitetura e Engenharia (DAE) e da empresa responsável pela construção da escola, realizam levantamento no local no sentido de esclarecer a causa do episódio para adotar as providências necessárias, de forma imediata.

Com informações do repórter Nut Pereira

Lia Bruno