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Fortaleza
CONJUNTO PALMEIRAS

Moradores organizam visita técnica para checar situação de famílias atingidas por enchentes

Comissões, ações junto ao Ministério Público e pressão aos órgãos municipais devem ser resultado da visita

11:58 | 12/03/2019
Moradores organizam visita técnica para checar situação de famílias atingidas por enchentes do rio Cocó no Conjunto Palmeiras (Foto: Evilázio Bezerra/O POVO)
Moradores organizam visita técnica para checar situação de famílias atingidas por enchentes do rio Cocó no Conjunto Palmeiras (Foto: Evilázio Bezerra/O POVO)

Membros de grupos organizados de moradores do Conjunto Palmeiras promoveram uma visita técnica no bairro para vereadores, órgãos do governo e comissões de advogados checarem a situação das famílias atingidas pelas enchentes. Eles denunciam a falta de assistência às vítimas, afirmando que a Defesa Civil do Município não chegou ainda em todos os locais atingidos.

Patrícia Freire, integrante do grupo Mulheres em Movimento e moradora do bairro, organizou a visita técnica a partir de pedidos de ajuda de moradores no último domingo, 10, quando o nível da água estava subindo novamente. O perigo iminente de uma nova enchente e os impactos ainda sentidos da primeira cheia é o que motiva a busca de apoio. Isiane Nobre, do mesmo movimento, explica que comissões devem ser feitas para analisar a situação.

“Pretendemos mover ação no Ministério Público. A ajuda aprovada de R$ 1 mil é absurda. O que está sendo oferecido como recurso é muito pouco. A situação das famílias é gritante”, diz Isiane. Ela relembra que as pessoas atingidas perderam colchões, eletrodomésticos, roupas e mantimentos.

Também presente na visita, a vereadora Larissa Gaspar (PLL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, afirmou que é necessário reforçar a cobrança à Prefeitura. Segundo ela, muitas famílias ainda não foram cadastradas como vítimas da enchente pelos órgãos municipais. Outras que se apresentaram ao Cuca Jangurussu para entregar os dados e ainda não receberam materiais emergenciais, como medicamentos e cestas básicas.

Por solicitação da vereadora,  foi aprovada, no Legislativo Municipal, a criação da comissão especial pra acompanhar os trabalhos de cadastramento para atendimento e concessão de auxílio financeiro às famílias atingidas pelo transbordamento das águas do Rio Cocó. A criação da comissão atende ao requerimento 870/2019 de Larissa. A comissão será formada pela própria vereadora, quem preside, e dos vereadores Renan Colares, Gardel Rolim, Paulo Martins, Joaquim Rocha,Evaldo Lima e Sargento Reginauro.

“Como primeiro ato da comissão, estamos oficiando a Prefeitura de Fortaleza para que envie aos parlamentares, todas as informações sobre o cadastramento, atendimento das famílias e concessão de benefícios para minimizar os danos causados pelas inundações nos bairros atingidos” garantiu Larissa Gaspar.

Presidente da Comissão do Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil do Ceará, João Alfredo, diz que a preocupação deve ir para além das necessidades emergenciais das famílias. Para o ex-deputado, a construção da barragem do Rio Cocó deve ser analisada. “É preciso entender se foi um evento só natural ou se há uma responsabilidade governamental nisso. Se houver, é necessário indenização por parte do Governo do Estado”.

Com informações da repórter Marcela Tosi/Especial para O POVO

Redação O POVO Online