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FEMINICÍDIO

Homem é condenado a 18 anos por assassinato da própria mãe

Ela foi espancada pelo filho no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza

11:00 | 20/02/2019

O Conselho de Sentença da 4ª Vara do Tribunal do Júri de Fortaleza condenou, na noite dessa terça-feira, 19, Francisco das Chagas Mesquita de Sousa, 23, pelo assassinato de Ila Maria Mesquita, sua mãe. Mesquita cumprirá 18 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado por homicídio qualificado pela crueldade e pelo feminicídio.

Na manhã de 5 de setembro de 2016, Ila Maria foi espancada pelo filho no bairro Quintino Cunha. Diante dos gritos da vítima, vizinhos teriam acionado a polícia, entretanto não conseguiram identificar o local onde as agressões estavam ocorrendo. Por volta das 18h30 do mesmo dia, a vítima começou a passar mal em decorrência das lesões sofridas e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Apresentando traumatismo craniano e lesões pelo corpo, a mulher foi levada ao hospital Instituto Dr. José Frota (IJF). Cinco dias depois, Ila Maria faleceu em decorrência de complicações causadas pelas lesões sofridas.

O acusado, foragido, foi preso em janeiro de 2017. Levado a julgamento, o júri reconheceu que o réu praticou o crime por motivo torpe (aquele que é moral e socialmente repudiado): desejava o dinheiro que a mãe recebia de um benefício e seria sacado no dia do crime. Os jurados ainda reconheceram que o crime foi praticado com crueldade e no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Foi negado ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Durante o julgamento, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) defendeu que a melhor forma de quebrar o ciclo de violência é denunciar a violência doméstica contra a mulher e solicitar medidas protetivas urgentes. O MPCE ainda argumentou que, em alguns casos, o agressor deve ser preso a fim de evitar violência mais grave, inclusive a morte.

Redação O POVO Online