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Meio Ambiente

Ambientalistas procuram a OAB-CE para reivindicar medidas contra cortes de árvores em Fortaleza

Ativistas vão se reunir na Comissão de Direito Ambiental da OAB-CE na tarde desta segunda-feira, 18

22:17 | 17/02/2019
Ativistas vão se reunir na comissão de direito ambiental da OAB-Ce na tarde desta segunda-feira, 17
Ativistas vão se reunir na comissão de direito ambiental da OAB-Ce na tarde desta segunda-feira, 17

Após os recentes cortes de árvores ocorridos em Fortaleza, o Movimento Pró-Árvore estará na sede da seccional cearense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE) na tarde desta segunda-feira, 18. O momento servirá para cobrar providências contra as ações da Prefeitura, que executa projeto de “requalificação” da Beira Mar que resultará em 40 árvores retiradas da orla da Capital.

O movimento se reunirá na Comissão de Direito Ambiental da OAB-CE às 14 horas para reivindicar medidas contra os cortes. A retirada das árvores da avenida Beira Mar é justificada pela necessidade de “ajuste” no sistema pluvial subterrâneo que passa pela via.

Conforme a secretária da Infraestrutura de Fortaleza, Manuela Nogueira, informou ao O POVO Online, para cada árvore cortada outras dez serão plantadas. A ação, no entanto, gerou novo mal-estar entre ambientalistas, uma vez que o Município já carrega histórico de sucessivos cortes de árvores sob a gestão do prefeito Roberto Cláudio.

No fim de janeiro último, pelos menos 70 árvores foram retiradas do canteiro central da avenida Santos Dumont, em trecho entre a avenida Engenheiro Santana Júnior e a rua Dr. Francisco Matos. Na ocasião, Manuela Nogueira justificou que a retirada seria necessária para a requalificação das calçadas, faixas de carros e para a implantação de ciclofaixa no local.

Já na Beira Mar, a não retirada das 40 árvores significaria uma “obra incompleta”, pois a região possui muitos dutos e tubulações, informou a titular da pasta. Como forma de recompensar o impacto ambiental, a secretaria anunciou que além de plantar novas árvores, algumas delas serão transplantadas para o Horto Municipal, no bairro Passaré.

Para o Movimento Pró-Árvore, no entanto, essas ações não “compensam o corte de árvores de dezenas de anos”.

Em 2013, grupo de ativistas criou o movimento “Ocupe o Cocó” e acampou no local, desmatado para a construção do viaduto Celina Queiroz. O viaduto passa por dentro de parte do Parque Ecológico do Cocó. À época, em torno de cem árvores foram retiradas.

Redação O POVO Online