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JUSTIÇA

Acusados de esquartejamento são condenados; penas somadas passam de 335 anos

Os homens foram considerados responsáveis pelo homicídio de três mulheres; o crime foi cometido em março do ano passado

06:57 | 28/02/2019
TRIPLO ASSASSINATO das mulheres da Vila Velha se deu no cenário da disputa entre facções criminosas por territórios do tráfico de drogas em Fortaleza
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O julgamento dos cinco acusados de esquartejarem três mulheres terminou na madrugada desta quinta-feira, 28, com a condenação de todos os réus. Juntas, as penas somam 335 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado. A sessão acontecia desde a manhã da quarta-feira, 27, na 3ª Vara do Júri, no Fórum Clóvis Beviláqua.

Os homens, membros da facção Guardiões do Estado (GDE), eram acusados por três homicídios qualificados (por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou defesa da vítima), e também por destruição e ocultação de cadáver, além de participação em organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e tortura. O crime ocorreu em março do ano passado.

As penas foram estabelecidas em: 85 e 6 meses para Francisco Robson de Souza Gomes, o Mitol, mandante do crime; 78 anos e 6 meses para Bruno Araújo de Oliveira; 85 anos para Jeilson Lopes Pires; 78 anos para Rogério Araújo de Freitas; e 8 anos e 6 meses para Júlio César Clemente da Silva.

Veja como foi o julgamento

Mitol, Jeilson e Rogério foram condenados por todos os crimes. Rogério teve a pena diminuída por ter confessado a participação. Bruno Araújo, por outro lado, foi absolvido do crime de porte ilegal de arma. Júlio Clemente foi condenado apenas por associação criminosa e porte de arma.

Mitol foi interrogado por videoconferência, já que havia sido transferido para presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em decorrência da série de ataques realizadas no Ceará em janeiro deste ano.

O crime comandado por ele vitimou Nara Aline Mota, 23 anos, Darcyelle Ancelmo de Alencar, 31, e Ingrid Teixeira Ferreira, 22. A motivação teria sido que Nara fazia parte de facção rival, o Comando Vermelho. As outras morreram apenas por estarem acompanhadas de Nara.

Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará, o processo faz parte do programa “Tempo de Justiça”, uma parceria entre Poder Executivo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, que acompanha processos de crimes dolosos contra a vida com autoria esclarecida, ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2017.

Relembre o caso

De dentro do presídio, Mitol, líder do grupo, ordenou a morte da vítima Nara Aline Mota. As outras duas vítimas, Darcyelle Ancelmo de Alencar e Ingrid Teixeira Ferreira teriam sido mortas por estarem na casa de Nara.

Segundo aponta a denúncia do Ministério Público e o inquérito policial, as vítimas foram foram levadas para o mangue do rio Ceará, onde foram mortas.

Ingrid e Nara foram decapitadas ainda vivas. Já Darcyelle, segundo laudo cadavérico, foi decapitada depois de levar um tiro no crânio.

As cenas de horror foram gravadas e divulgadas nas redes sociais pelos próprios criminosos.

Redação O POVO Online