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Fortaleza
onda de violência

Nove pessoas são detidas por suspeita de envolvimento em ataques na Grande Fortaleza

Reunião das forças de segurança aconteceu ainda na primeiras horas desta manhã. Cinco adultos foram presos e quatro adolescentes apreendidos. Uma décima pessoa chegou a ser conduzida e está sob investigação

10:15 | 03/01/2019
Atualizada às 13h30min
(Foto: Alexia Vieira/ Especial para O POVO)
Cinco adultos e quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na onda de ataques que aconteceu em Fortaleza e Região Metropolitana entre a noite dessa quarta-feira, 2 e esta madrugada de quinta-feira, 3 foram autuados pela Polícia Civil. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), uma décima chegou a ser conduzida para ser ouvida e ainda está sob investigação.

 
Veja mapa interativo que mostra todos os detalhes da onda de ataques:
 
 
Por meio de nota, a SSPDS informa que toda a cúpula da Segurança Pública e os chefes das delegacias vinculadas acompanham as ocorrências. Reunião das forças de segurança aconteceu ainda na primeiras horas desta manhã. Uma entrevista coletiva foi convocada para o fim desta manhã.
 
Os casos de incêndio e tentativa de explosão de viaduto, dentre outros ataques estão sendo investigados pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com diligências ainda sendo realizadas por policiais civis e militares.
 
Os crimes vêm após Luís Mauro Albuquerque, gestor da recém-criada Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), afirmar em sua posse, no último dia 1º, que não reconhece facções criminosas e não acredita na divisão de presos de organizações criminosas rivais em presídios diferentes. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) investiga a motivação dos ataques.
 
Por telefone, a assessoria de comunicação da SAP informou que ainda não irá se pronunciar. A pasta ponderou ainda que as motivações estão sendo investigadas pela SSPDS e se caso for confirmado que as ações são em represália à fala do titular da SAP, eles irão avaliar um posicionamento.  
 
Veja a cronologia e detalhes sobre os ataques:

Ataques a ônibus

23h22min de 2 de janeiro
Equipes policiais foram acionadas para o bairro Edson Queiroz por conta de um ônibus que foi incendiado. O coletivo teve perda total.

meia-noite de 3 de janeiro
Segundo ataque a ônibus é registrado, desta vez no bairro Parque Santa Rosa, na avenida Cônego de Castro. Uma van de transporte também foi queimada no bairro Planalto Caucaia, no município de mesmo nome.

Tentativa de explosão de viaduto
 
00h30min de 3 de janeiro 
Durante a madrugada, grupo tentou explodir o viaduto do Metrópole, em Caucaia, na BR-020. Os criminosos atacaram uma das vigas que sustentam o meio da passagem. O  viaduto está interditado pela Polícia Rodoviária Federal. 

Há risco de desabamento. Equipe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Ceará (Dnit) se encontra no local fazendo perícia.

Câmeras de videomonitoramento danificadas

A SSPDS registrou danos em câmeras de videomonitoramento das forças de segurança pública nos bairros Bom Jardim e Barra do Ceará. 

Fotossensores

Equipamentos fotossensores da Capital também foram alvo de ataque criminoso. Houve registros de danos nos bairros Messejana, Moura Brasil e em Caucaia.

Um semáforo foi danificado no bairro Quintino Cunha. 

Disparos contra agência bancária

Uma agência bancária no bairro Otávio Bonfim foi alvo de disparos de arma de fogo na madrugada. Criminosos atiraram contra a porta do estabelecimento, que fica na avenida Bezerra de Menezes.

Tentantiva de incêndio em posto de combustível

Um artefato de fabricação caseira foi atirado contra um posto de combustível no bairro Damas. Um funcionário do local conseguiu debelar as chamas e ninguém ficou ferido. 

Veículos são destruídos em Horizonte
 
4h40min de 3 de janeiro
Um ataque na madrugada causou incêndio e destruiu seis veículos no pátio do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Horizonte. 

De acordo com a assessoria de imprensa do Município, um dos veículos era do próprio departamento enquanto os outros cinco estavam no trâmite da Justiça. 

MATHEUS FACUNDO