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Segurança pública

Preso suspeito de chefiar tráfico no Jangurussu e ordenar ataques na Capital e interior do Estado

De acordo com a Polícia, o indivíduo arrecadava cerca de meio milhão de reais mensais com tráfico de drogas

18:41 | 24/01/2019
Com o suspeito, foram apreendidas nove pistolas.
Com o suspeito, foram apreendidas nove pistolas.

Operação realizada nesta quinta-feira, 24, por equipes do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), resultou na prisão de suspeito de chefiar tráfico de drogas no bairro Jangurussu, em Fortaleza, na região conhecida como "Favela da Mana". Ele também teria ordenado ataques criminosos na Capital e Interior do Estado.

As investigações sobre o caso começaram em setembro do ano passado e culminaram com o mandado de busca e apreensão na residência de Joaquim de Almeida Otaviano Gomes, 48, mais conhecido como "Coroa". Ele foi detido por volta de 5h30min em sua casa, que fica na 2ª etapa do bairro Conjunto Ceará. De acordo com a Polícia Civil (PCCE), no local foi apreendida uma pistola.

Segundo Otávio Coutinho, delegado do 2º Distrito Policial (DP), o suspeito possuía outros imóveis. Após diligências dos policiais nesses locais, foram encontrados cerca de sete quilogramas de maconha, dois tablets, nove celulares, mais oito pistolas, munições e carregadores. Uma das armas pertencia à Polícia Civil.

"Coroa" já responde por homicídio. As investigações ainda estão em andamento para identificar se o indivíduo é responsável por uma série de assassinatos na região a qual foi preso. Segundo a Polícia, há ainda indícios de que ele tenha comandado, pelo menos, dois ataques na Capital, além de atentados contra agentes de Segurança de Pública.

Conforme a Polícia, o suspeito é integrante de facção e exercia "relativa importância" dentro da organização criminosa, que tem forte atuação nos municípios de Marco, onde teria ordenado ataques, além de Sobral, Bela Cruz e Morrinho.

De acordo com Marcos Lopes, titular do 7º DP, ele ganhava, aproximadamente, R$ 500 mil mensais com a comercialização de entorpecentes. Ele usava um negócio de venda de porcos para disfarçar o comércio de drogas.

Joaquim de Almeida foi autuado por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e organização criminosa.