Corpo de segurança assassinado demora três dias para ser sepultado por falta de pagamentoNotícias de Fortaleza
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Corpo de segurança assassinado demora três dias para ser sepultado por falta de pagamento

O corpo deveria ter sido enterrado nessa segunda-feira, 10, mas a família não possuía o valor de R$ 1.500 e teve que adiar o sepultamento

19:22 | 11/12/2018

Um homem que trabalhava como segurança, de nome preservado, foi morto no último domingo, 9, com oito tiros no bairro Bom Jardim. Não bastasse a violência, a família teve que lidar com o descaso e a dificuldade para custear o velório e sepultamento da vítima. O enterro precisou ser adiado.

A esposa explica que ele não possuía plano funerário e que para conseguir realizar os ritos a família teria que desembolsar o valor de R$ 1.500. "Ele era pra ter sido sepultado às 15 horas de ontem (10) e foi adiado para hoje pela manhã (11), pois era o tempo que a gente tinha para arrecadar o dinheiro", explica.

A família teve que arrecadar dinheiro. Em grupos de WhatsApp, colegas do segurança mobilizavam-se para pedir ajuda. Nesta terça-feira, 11, o rapaz foi sepultado no cemitério do Bom Jardim.

No Ceará, apesar do número de 4.190 pessoas vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), ainda não há um plano voltado para custos com velório ou sepultamento específico para vítimas de violência.

Atualmente, quem precisa sepultar um familiar e não possui dinheiro deve procurar a Prefeitura e entrar em contato com uma assistente social. A profissional é encarregada de procurar funerárias conveniadas para um atendimento gratuito. O POVO Online divulgou uma reportagem em novembro explicando que os gastos após a morte de um familiar podem chegar a R$ 12 mil.

 

Em 2016, O POVO denunciou que o cemitério do Bom Jardim , à época, era o único cemitério público, dos cinco existentes em Fortaleza, que realizava novos sepultamentos.

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