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Fortaleza
NOTÍCIA

Motoristas e cobradores de ônibus fazem paralisação no terminal do Papicu

As categorias temem a demissão de cerca de 4.500 cobradores de ônibus

16:41 | 19/11/2018
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Atualizada às 19 horas 

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Motoristas e cobradores de ônibus paralisaram as saídas do Terminal do Papicu na tarde desta segunda-feira, 19, em protesto contra a implantação de ônibus sem cobradores, que aceitam apenas pagamento eletrônico

 

Devido à paralisação, que começou por volta das 15 horas, grandes filas se formarampelos passageiros, que não sabiam que horas os coletivos voltariam a circular.

 

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Foi o terceiro ato de oposição ao projeto piloto apresentado à Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) pela Prefeitura de Fortaleza. Estão em teste a circulação de ônibus sem cobradores, que aceitam apenas pagamento eletrônico (bilhete único, carteira de estudante com crédito ou vale transporte). O primeiro e segundo atos foram realizados nos terminais da Messejana e do Papicu, respectivamente.

 

As linhas de ônibus 44 (Parangaba/Papicu/Montese), 45 (Conjunto Ceará/Papicu/Montese), 66 (Parangaba/Papicu/Aeroporto), 150 (Siqueira/Papicu/Washington Soares), mesmo trajeto da 50, são itinerários que estão em fase de testes para do projeto-piloto. Conforme afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) Domingo Neto, após o teste será gerado relatório sobre viabilidade da mudança para o sistema de transporte público.

 

“Nós estamos muito preocupados com essa situação e, por isso, estamos chamando aqui a atenção da população. Em dezembro, com certeza a nossa categoria poderá entrar em greve, caso ele (prefeito Roberto Cláudio) não retire esse projeto piloto”, declara Domingo Neto na tarde desta segunda, 19, durante o protesto no terminal do Papicu.

 

Cobrador há quatro anos, que pediu para não se identificar, expressa sua preocupação diante do fato. "Me sinto totalmente prejudicado de forma que veio, inesperada. A gente não esperava isso. Pra quem não tem outra renda, como vai viver? Como vai ficar a família?”, questiona. A categoria teme a demissão de cerca de 4,5 mil cobradores. "São quatro mil, não é só quatro pessoas. Prejudica até com o psicológico da pessoa".

 

O ônibus no qual estava a manicure Janaína Rocha chegou ao terminal por volta de 15 horas. Ela teve de descer entrar a pé junto aos outros passageiros, conforme orientou o motorista da linha 832 (Cidade 2000/Papicu). "Disseram que não tava tendo ônibus, porque não tinha como eles entrarem no terminal. O jeito foi esperar porque ninguém tem carro nem nada".

 

“Eu acho muito errado isso (ônibus sem cobrador). Eu sou a favor dos cobradores, porque a profissão é o sustento da família deles. É muito errado eles fazerem isso, pois há muito tempo que é assim. Seria um desemprego muito grande", disse a manicure.

 

Encaminhamentos

 

Conforme informa o presidente do Sintro, já foram enviados ofícios ao secretário de Conservação e Serviços Públicos, João Pupo, para que fosse explicado o que pretendem fazer e se vão acabar, de fato, com os cobradores. Ele relatou que procurou também a Etufor, que informou não poder intervir na situação. Domingo Neto reitera que poderão acontecer mais atos em terminais ou garagens de ônibus nos próximos dias.

 

Redação O POVO Online

Com informações da repórter Larissa Carvalho

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