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Fortaleza
NOTÍCIA

Homem comandava organização criminosa de dentro de hotel de luxo na Beira Mar

Operação policial que teve duração de um ano prendeu outras três pessoas do núcleo da facção que Antônio Guerra pertence

14:07 | 19/11/2018
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Antônio Guerra de Oliveira Filho, 35, conhecido pelos apelidos de Cabeça, Astronauta ou Irmão 3, atuava como chefe de uma organização criminosa diretamente de um quarto em hotel de quatro estrelas na avenida Beira Mar. O homem já tinha sido preso em junho de 2018 e foi liberado utilizando tornozeleira eletrônica após 60 dias, em agosto. Na última quarta-feira, 14, ele foi detido novamente por cumprimento de mandado de prisão preventiva. A Operação Arapuca, em curso desde novembro de 2017, prendeu outras três pessoas envolvidas no tráfico da Grande Messejana.

Com R$ 6 mil em espécie e quatro celulares Iphone, Antônio vivia de forma luxuosa. Além do quarto de hotel, o suspeito alugava um veículo desde que saiu da prisão. De acordo com o delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Harley Filho, investigações apontam que ele seria um dos precursores no Ceará de facção oriunda do Rio de Janeiro. 

[SAIBAMAIS]A delegacia identificou três imóveis pertencentes a Antônio: uma casa no bairro Sapiranga avaliada (de forma preliminar) em R$ 400 mil, casa em Aquiraz de mesmo valor (onde, segundo os delegados, eram promovidas festas para outros membros da organização) e um duplex no bairro Granja Portugal que custa cerca de R$ 200 mil. 
 
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“A operação não ficou focada somente no tráfico de drogas, mas também buscou investigar crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. É desta forma que as facções conseguem financiar e gerir seus recursos”, explica o delegado-adjunto Alceu Viana. As casas foram confiscadas pela Justiça e estão fechadas.
 
Na primeira prisão de Cabeça, em junho, os policiais apreenderam com ele cerca de R$ 23 mil em notas de baixo valor, característica de dinheiro proveniente de venda de drogas, e um veículo Toyota Corolla.
 
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Outras prisões

Durante o andamento da operação, em 3 de maio, outro homem importante para o tráfico na região do Curió foi preso. Natanael Rocha Prates, 25, foi identificado na segunda fase do processo investigativo. Conhecido como Nael, ele atuava como “gerente” da região, recebendo ordens de Cabeça. “Por estar em um alto escalão, Antônio Guerra frequentava muito pouco a região. Ele capilarizava o seu domínio por meio de subordinados”, diz o delegado-adjunto Klever Farias. 

Juntamente com Nael, foram apreendidos 10 kg de drogas, uma escopeta calibre 12, dois revólveres e uma motocicleta. O suspeito já tinha passagem pela polícia e respondia por uma variedade de crimes, como homicídio receptação e associação criminosa.

Após a segunda prisão de Cabeça, foram expedidos outros 12 mandados de prisão para integrantes do mesmo núcleo da facção. Manuel Prudêncio do Vale Filho, 36, e Ivonaldo Vitor Silva Nogueira, 24, conhecido como Bochecha, foram detidos com o cumprimento destes mandados. Bochecha fazia a segurança da região do tráfico, atuando na cobrança de devedores e no assassinato de rivais.
 
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Operação Arapuca

Ao fim da quarta fase das investigações, a operação da Draco prendeu quatro pessoas, apreendeu 2 kg de cocaína, 14 kg de maconha, 2 kg de crack, um fuzil AK-47, um simulacro de fuzil, uma pistola, uma espingarda calibre 12, dois revólveres calibre 38, três imóveis, um carro e cerca de R$ 30 mil em espécie.
 

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