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Fortaleza
MOBILIDADE

75,6% das vítimas de traumatismo facial em acidentes com moto não utilizavam capacete

Estudo foi realizado no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza

15:50 | 11/10/2018
Análise do perfil das vítimas de traumatismo facial em acidentes com moto mostrou que, no Ceará, 61,8% dos acidentados eram provenientes de cidades do interior do Estado. Ou seja, fatores como fiscalização diminuída ou inexistente podem contribuir para o aumento desses acidentes.
 
O estudo foi realizado no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, e publicado na Revista de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, publicação da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pernambuco.
  
Foto: Fabio Lima/ O POVO
 
Durante 10 meses, foram avaliados e entrevistados 123 pacientes, todos submetidos à cirurgia para tratamento de fraturas faciais. Em 49,6% dos pesquisados ocorreram fraturas múltiplas da face. Pelo menos 20,3% dos pacientes apresentavam fraturas em outros ossos do corpo que não da face. As fraturas foram diagnosticadas após exame clínico e de imagem.
  
Dos pesquisados, 38,2% haviam ingerido bebida alcoólica. Houve predominância de indivíduos do sexo masculino (85,4%). E 57,7% do total tinham entre 21 e 40 anos. Além disso, 75,6% não utilizavam capacete e 73,2% não tinham habilitação.
  
Proteção
"Campanhas de alerta para prevenção de acidentes envolvendo motociclistas são uma das formas mais eficientes para diminuir esse problema de saúde pública. É necessário trabalho contínuo de campanhas educacionais, com foco principal na utilização de equipamentos de segurança”, diz Thompson Gonçalves, cirurgião e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
  
O capacete diminui o risco e gravidade de lesão na cabeça em torno de 72%; e diminui a probabilidade de morte em até 39%. O uso precisa ser feito de forma adequada, com proteção facial, viseira, ajuste e dentro do prazo de validade.
 
Redação O POVO Online