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Integrantes da GDE são condenados a mais de 42 anos de prisão por homicídio e roubos

Processo foi julgado um ano e 24 dias depois da prática dos crimes em Fortaleza. Tempo considerado "rápido" pelo Ministério Público e Justiça
21:50 | Out. 31, 2018
Autor Demitri Túlio
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Demitri Túlio Repórter investigativo
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Tipo Notícia
 
Dois integrantes da facção Guardiões do Estado (GDE) foram condenados nesta quarta-feira, 31, a mais de 42 anos de prisão, somando as sentenças de cada um, pelo homicídio do ciclista José Mariano dos Santos Castro e por crimes conexos de roubos. O julgamento dos réus Duarte Alexandre Cordeiro e Brenno Richard Alves Feitosa se deu um ano e 24 dias depois dos delitos (7/10/2017), na 1ª Vara do Júri de Fortaleza. O caso foi incluído no Tempo de Justiça, um programa que busca dar celeridade aos processos judiciais de crimes contra a vida ocorridos em Fortaleza, quando autoria já é conhecida.
 
Em outubro do ano passado, segundo a denúncia do Ministério Público, Duarte Alexandre e Brenno Richard se envolveram em uma série de crimes em três bairros de Fortaleza. O primeiro deles ocorreu na Água Fria onde roubaram um Fiat Pálio do casal Maria de Nazaré Coelho Antero e João Ferreira Antero Neto.
 
De posse do veículo, os dois criminosos se dirigiram à Praia de Iracema onde assaltaram, nas proximidades do Centro Dragão do Mar, Iracilda Bernardo Barbosa. As vítimas ligaram para a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e uma viatura passou a perseguir os dois que fugiram em direção à avenida Leste Oeste.
 
Na Barra do Ceará, quando atravessavam a ponte sobre o rio Ceará, o Pálio acabou atropelando e matando o ciclista José Marciano dos Santos Castro. Um dos réus, de acordo com o promotor Marcus Renan Palácio, afirmou que o Pálio estava a 160 km quando se chocou contra a vítima.
 
Após 9 horas e 30 minutos de julgamento, o júri popular aceitou a tese do Ministério Público de dolo eventual duplamente qualificado e rejeitou o argumento de homicídio culposo da defesa. De acordo com Marcus Renan, os réus assumiram “o risco de cometer o atropelamento ao fugir da polícia em alta velocidade para se eximir dos roubos praticados anteriormente”.
 
Duarte Alexandre Cordeiro, que pilotava o Pálio, foi condenado na 1ª Vara do Júri de Fortaleza a 22 anos, 5 meses e 3 dias de reclusão. Enquanto Brenno Richard Alves Feitosa foi sentenciado a 20 anos, 5 meses e 3 dias também de reclusão. Durante o julgamento, segundo Marcus Renan, a dupla disse que pertenciam a facção criminosa GDE.  

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