Defesa de policiais afirma que vídeo não é prova de tortura contra adolescenteNotícias de Fortaleza 

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Defesa de policiais afirma que vídeo não é prova de tortura contra adolescente

O presidente do CDPEF, Ricardo Valente, afirma que ainda precisa ser feita uma investigação para que o crime seja comprovado e que o classifica o vídeo da ação dos policiais como "indício de prova"

14:50 | 05/09/2018
O presidente do Conselho de Defesa do Policial em Exercício da Função (CDPEF), Ricardo Valente, posicionou-se em defesa dos policiais que apareceram em vídeo torturando um adolescente de 15 anos, no último dia 28 de agosto. Ele aafirma que o vídeo não é prova de que de fato houve crime, sendo necessária maior investigação para que não seja cometida “nenhuma injustiça”. Ricardo ainda afirmou que os policiais suspeitos ainda não foram identificados, mas, quando reconhecidos, serão atendidos judicialmente pelo conselho.
 
Veja o vídeo:
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“Estamos diante de um vídeo que a gente não sabe ao certo o que aconteceu, não temos laudo, não temos trabalho pericial, não temos investigação, não temos absolutamente nada”, disse em entrevista, durante apresentação de estratégias de combate à criminalidade ao Conselho Estadual de Segurança Pública (Consesp), nesta quarta-feira, 5. “O vídeo não é uma prova, é um indício de prova. É um documento de que houve uma situação. Os meios devem ser apurados para que a gente não cometa nenhuma injustiça”.
 
O POVO visitou local onde adolescente foi torturado. Assista:
[VIDEO2] 

[SAIBAMAIS]O secretário da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, presente na reunião, também falou sobre o caso. “Não é a orientação dada aos policiais, os policiais não são treinados para nenhuma conduta que fira as regras constitucionais e legais”, afirmou. “Da nossa parte, cabe apenas permitir e não interferir nas investigações, garantir que esse trabalho seja feito com isenção, com imparcialidade, com rigor e preservando os princípios constitucionais”.

As investigações sobre o caso estão sendo comandadas pela Polícia Militar, que irá apurar se houve ou não cometimento de crime. A conduta dos policiais será apurada pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD). 

Conselho Estadual de Segurança Pública


Nesta quarta-feira, 5, o secretário André Costa apresentou estratégias para o combate à criminalidade para os novos membros do Conselho Estadual de Segurança Pública (Consesp). O Consesp existe desde a década de 1990 e atua como um órgão consultor da SSPDS, fazendo sugestões, críticas e cobranças. O Conselho terá reuniões mensais. 

Entidades como a Policia Militar, o Ministério Público, a Defensoria Pública, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Procuradoria Geral de Disciplina e a  Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) fazem parte do Conselho. Conforme o presidente da Consesp, Fernando Albano, o objetivo é “buscar soluções e criar diagnósticos para que possa ter uma segurança pública cada vez melhor”.
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