PUBLICIDADE
Fortaleza
ABORDAGEM DESASTROSA

Um mês após morte de Giselle, policial afastado exerce funções administrativas na PM

A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) disse que a Delegacia de Assuntos Internos (DAI) solicitou à Justiça prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito, que terminaria nesta quarta-feira, 11

19:55 | 10/07/2018
Giselle era estudante de Administração na Unifor (Foto: Reprodução/ Facebook)
 
morte da estudante Giselle Távora Araújo, de 42 anos, completa um mês nesta quarta-feira, 11. A mulher foi vítima de abordagem equivocada da Polícia Militar, que procurava carro semelhante ao de Giselle, um HB20 branco. A reportagem do O POVO Online buscou junto à Polícia Militar (PM) a situação de todos os homens da corporação que estiveram envolvidos no caso. Em resposta, a PM disse que o autor do disparo está afastado das ruas, realizando atividades administrativas da instituição. Ele é assistido pelo Conselho de Defesa do Policial no Exercício da Função (CPDEF). 
A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) disse que a Delegacia de Assuntos Internos (DAI) solicitou à Justiça prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito, que terminaria nesta quarta-feira, 11. A justificativa para o pedido é o de obter mais provas sobre o fato. "Quanto ao Processo Administrativo Disciplinar (PAD) houve o afastamento preventivo do policial envolvido, estando em fase de instrução na comissão", diz a nota.

Em novo contato com a CGD, o órgão explicou que determina o afastamento, mas o setor de recursos humanos da PM decide como a medida se dará. No caso, o autor do disparo foi afastado da rua, mas segue exercendo atividades dentro da corporação. 
 
O caso
 
Giselle foi morta após ter o carro, um HB20 branco, confundido pelos policiais com um veículo roubado. Houve perseguição e um dos PMs do motopatrulhamento disparou um tiro que atingiu o pulmão da universitária. A abordagem desastrosa aconteceu na noite de segunda, na avenida Oliveira Paiva, e Giselle morreu na manhã do dia seguinte.

A universitária estava com a filha de 19 anos no carro do momento do ocorrido. Versão da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e da testemunha do crime são contrastantes: enquanto a Polícia diz que a mulher fora sinalizada, mas empreendeu fuga, a família afirma que os policiais atiraram quando o carro parou no semáforo.  

CARLOS HOLANDA