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Preso mais um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras

Auricélio Sousa Freitas, 35, o Celim ou Celinho, foi capturado na noite desta quarta-feira no bairro Dionísio Torres quando tentou enganar a polícia com documentação falsa

22:26 | 11/07/2018
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Mais um indiciado pela Chacina das Cajazeiras, matança de 14 pessoas ocorrida em 27/1 deste ano em Fortaleza, foi preso por policiais militares do Ceará (Cotam e BPChoque). Auricélio Sousa Freitas, 35, o Celim ou Celinho, foi capturado na noite desta quarta-feira, 11, no bairro Dionísio Torres quando trafegava na avenida Desembargador Morreira em um Corolla.

Celim é apontado no inquérito da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como um dos mandantes da maior carnificina do Ceará. Ele seria membro do “Conselho” da facção Guardiões do Estado (GDE), braço da quadrilha que teria planejado o ataque e convocado os matadores das pessoas que se divertiam no Forró do Gago, na favela do Barreirão. Até aqui, cinco meses depois da chacina, foram presos 11 adultos e um adolescente apreendido. Ainda há foragidos.

No momento em que os policiais militares abordaram Celim, ele se se apresentou com documentos e foto em nome de Luís Carlos Domingos da Silva. Após checagem, os PMs constaram que, na verdade, se tratava do procurado.

De acordo com o relatório da DHPP, após cruzamento de dados com depoimentos de informantes e diálogos extraídos dos grupos de WhatsApp dos investigados da GDE, Celim, ao lado dos criminosos Deijair de Sousa Santos (De Deus), Zaqueu Oliveira da Silva (o H2O) e os irmãos Misael de Paula Moreira (o Afeganistão) e Noé de Paula Moreira (o Gripe Suína), formariam o grupo de mandantes do atentado ao Forró do Gago.
[SAIBAMAIS]
Celim, segundo as investigações da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Ceará (CIP), seria um “reconhecido traficante de drogas da GDE”. Ele dominaria o tráfico no bairro Barroso II e assentamentos precários como as comunidades Unidos Venceremos, Babilônia e Gereba. Na Chacina das Cajazeiras, teria sido responsável pele repasse e armas e matadores. Entre eles, o também indiciado e preso Renan Gabriel da Silva – o Biel.

Apontado pela DHPP como um dos autores intelectuais da Chacina das Cajazeiras, Celim foi identificado nas redes sociais como o dono do “Bande do Crioulo”. Maneira dos criminosos se referirem a uma liderança que exerce o poder em território dominado pelo crime.

No último dia 6/7, a polícia havia prendido três suspeitos da chacina. Dois homens e uma mulher. Entre eles, confirmado, Misael de Paula Moreira, 26, também indiciado pelo crime nas Cajazeiras.

Segundo as investigações, Misael, também conhecido por “Psicopata”, “Terrorista”, “Maguim” e “Misa”, seria o líder do subgrupo denominado “Os Quebra Coco”. É o setor da facção Guardiões do Estado (GDE) que reúne os homens responsáveis pelos assassinatos de inimigos e outras ações sanguinárias.

No ato da prisão, Misael Moreira estava em um veículo modelo Jeta e foi abordado por PMs na rua Eduardo Perdigão, na Parangaba. Com ele foram apreendidas uma pistola calibre 9 mm e 31 munições. Além de dois aparelhos celulares e R$ 1.400,00 em espécie.

De acordo com o inquérito, Misael e outros quatro indiciados também fariam parte do “Conselho” da GDE. Seriam os “donos da facção”. Os que comandariam o tráfico de drogas em bairros de Fortaleza.

Entre os membros do “Conselho”, estaria Deijair de Sousa Silva. Em nota divulgada à imprensa, os advogados Filipe Pinto e Paloma Gurgel Cerqueira negam que Deijair tenha organizado e autorizado o ataque ao Forró do Gago. Também afirmam que não há prova concreta que aponte a ordem do cliente para invadir e matar na casa de show.

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