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Taxa de homicídio no Ceará cresceu 86,3% em 10 anos

14:42 | 05/06/2018
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A taxa de homicídio no Ceará aumentou 86,3% entre 2006 e 2016, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Atlas da Violência 2018, que reúne dados históricos sobre o patamar de violência no Brasil, foi divulgado nesta terça-feira, 5, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
 
[SAIBAMAIS]No Nordeste, o Ceará é o quarto estado com a maior taxa, ficando atrás de Rio Grande do Norte (256,9%), Maranhão (121%) e Bahia (97,8%). Pela primeira vez na história, o Brasil passou a marca de 30 homicídios por 100 habitantes. Registrada em 2016, a marca corresponde a 62.517 homicídios no ano, 30 vezes maior que o observado na Europa naquele ano. 
 
O número superior a 62 mil homicídios consolida mudança de patamar, se distanciando das 50 mil a 58 mil mortes que aconteceram de 2008 a 2013, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde (SIM/MS). 
 
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No País, a proporção de óbitos causados por homicídio é de 56% para homens de 15 a 19 anos. Já a maior parte das mulheres (14,3%) é vitima dos 20 a 24 anos. Em 2016, morreram mais adolescentes no Brasil. Foram 49,1% de óbitos causados por homicídios para pessoas entre 15 e 19 anos. 
 
33.590 jovens foram assassinados no País em 2016. No recorte da desigualdade racial, são 40,2% de negros mortos por homicídio e 16% de não negros - os negros morrem 2,5 mais vezes por homicídio. Nesses 10 anos, a taxa de mulheres negras cresceu 15,4%, enquanto para as mulheres não negras essa taxa caiu 8%. 
 
O relatório aponta aumeto na morte de jovens em vinte
unidades federativas, destacando o Acre (%2b84,8%) e Amapá ( 41,2%). Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Roraima vêm na sequência com crescimento em torno de 20%. Pernambuco, Pará, Tocantins e Rio Grande do Sul tiveram crescimento entre 15% e 17%. 

O Ceará foi umdos sete estados que apresentou redução. Os outros que se destacam são Paraíba, Espírito Santo e São Paulo. A diminuição foi de 13,5% a 15,6%. 
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