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Servidores de 160 municípios organizam paralisação e marcha nesta terça, em Fortaleza

20:14 | 04/06/2018
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[FOTO1]Sindicatos que representam servidores de 160 municípios cearenses organizam paralisação nesta terça-feira, 5. Os trabalhadores estarão reunidos em Fortaleza para realizar marcha em defesa do serviço público e em protesto à políticas adotadas pelo Governo Federal, como a redução de investimentos e a crise econômica.

A Marcha dos Servidores Municipais do Ceará chega à nona edição em 2018. Organizada pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), o movimento reúne sindicatos filiados e neste ano se mobilizará com o tema: "Em defesa da democracia e dos serviços públicos frente à criminalização dos que lutam".

O evento tem concentração marcada na Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres, às 8 horas desta terça, 5. Às 9h30min, os servidores seguem em marcha pelas ruas do bairro com pausas para apresentações artísticas e falas de convidados. Entre os temas de discussão do movimento está o repúdio à violência contra manifestações populares organizadas por entidades sociais e organização dos trabalhadores. O Fetamce cita o caso dos protestos de professores de Icó que entraram em confronto com a polícia em fevereiro deste ano.
 
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Na pauta também está presente discussões sobre a conjuntura política do País, que se opõe a Emenda Constitucional que congela investimentos públicos em saúde, educação, assistência, moradia; a reforma trabalhista; a lei de terceirização sem limites; privatização das empresas públicas; e a redução de políticas sociais.

"Precisamos chamar a atenção de toda a população para enfrentar e repudiar a continuidade deste rumo caótico", diz a presidente da Fetamce, Enedina Soares. Para ela, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff "foi a porta de entrada" para a implantação de política derrotada nas eleições de 2014. A Federação critica o governo do atual presidente Michel Temer e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nos últimos dois anos, os servidores tiveram que intensificar lutas, paralisações e greves, assim como perderam poder de compra, tiveram suas carreiras achatadas e viram os municípios afundar sem recursos. Prova da desastrosa política de governo fruto do golpe", conclui Enedina.

Redação O POVO Online
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