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Lojistas de shoppings de Fortaleza fazem campanha para pagar tratamento de menina com leucemia

A menina foi diagnosticada com a doença em maio do ano passado e, neste ano, fez um transplante de medula óssea, mas o câncer acabou voltando

15:40 | 18/06/2018
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Movidos pelo sentimento de solidariedade a Beatriz Feitosa, criança de 10 anos que está com leucemia, donos de lojas e vendedores dos shoppings Iguatemi e RioMar Fortaleza estão vendendo pulseiras da Seleção Brasileira a R$ 5. As arrecadações vão ajudar financeiramente a família da menina, que já acumula dívidas no valor de R$ 250 mil. A menina foi diagnosticada em maio do ano passado e neste ano fez um transplante de medula óssea, mas o câncer acabou voltando.

Danielle Lyra, 52, é proprietária do estabelecimento infantil Clube da Estrelinhas, com sede nos dois shoppings, e ficou sabendo da história de Bia (como a chamam), através de uma amiga lojista que tem uma filha com problemas de saúde parecidos. “Eu fiquei muito tocada com a história e convoquei um grupo de lojistas pra fazer uma vaquinha e ajudar os pais da Bia pra ver se a gente consegue pelo menos amenizar a situação financeira”, comenta em entrevista ao O POVO Online.
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De acordo com Lyra, ela não se considera “dona da campanha”. A dona de loja compra as pulseiras e dá para quem quiser ajudar, com a condição de a pessoa só pegar a quantidade que tem certeza que vai vender. “Eu sou apenas um instrumento de Deus para ajudar essa família que tanto está precisando”, aponta.

Para quem deseja ajudar, as lojas participantes da campanha fixam um cartaz em seu estabelecimento, intitulado “Vamos ajudar a Bia”. Danielle ficou sabendo da luta da pequena Beatriz na semana passada e pouco tempo depois já deu início à campanha. “Eu fui no Centro e comprei cerca de 5 mil pulseirinhas do Brasil. Como está em época de Copa, as pessoas se interessam mais. Sair pedindo dinheiro é mais difícil, as pessoas às vezes desconfiam”, justifica.

Repercussão

A dona do Clube das Estrelinhas conta que, em pouco tempo, os resultados já são um sucesso. Segundo Danielle Lyra, o “boca a boca” e a comoção nas redes sociais está ajudando no processo. “Já tem gente vindo de todos os lugares, são 250 lojistas (entre Iguatemi e RioMar), instituições públicas, escolas de inglês, cabeleireiros, consultórios médicos. Tem muita gente vindo, os vendedores estão bem engajados”, afirma. Comovidas, algumas pessoas até já fizeram camisetas de apoio à Bia.

O caso de Beatriz 

Em conversa com O POVO Online, o pai de Beatriz, Régis Feitosa, 48, explicou que a doença da filha foi repassada por ele. Régis tem uma doença crônica chamada Leucemia Linfoide Crônica, o que faz todos os seus descendentes sofrerem com câncer. “Todos os meus filhos tiveram câncer, os mais velhos já se curaram e agora a Bia está com esse quadro. Minha outra filha também teve Leucemia e meu filho teve dois osteossarcomas que foram curados ano passado”, relata.

A família teve de se mudar para São Paulo em junho de 2017 em busca de melhores tratamentos. Bia está internada no Hospital Sírio Libanês, onde realizou o transplante no último dia 23 de fevereiro. “Atualmente, ela permanece no hospital, só fica deitada e àbase de sedativos para amenizar as fortes dores. Só resta esperar agora, ela não pode fazer outra cirurgia porque o organismo não aguenta”, pontua o pai.

A doadora da medula foi a própria mãe da garota, Camila Gomes Barbosa. “A mãe dela já está no hospital há muito tempo. A gente tá recebendo muita ajuda de amigos e familiares. Eu também vou precisar me tratar esse ano”, diz.

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