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Conduta de policiais é investigada em dois casos de balas perdidas

Em uma das ações, José Isaque Santiago da Silva, de seis anos, morreu. Já no último domingo, 6, a morte de coordenador de call center foi questionada por familiares e testemunhas

11:44 | 11/05/2018
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A conduta de policiais à frente de duas ações com troca de tiros que deixaram pessoas mortas vítimas de balas perdidas está sendo investigada pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD). Das três ocorrências do tipo registradas neste ano no Estado, apenas em uma houve sobrevivente. O empresário José Cals foi atingido no olho, perdeu a visão, mas resistiu aos ferimentos. 
 

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), são investigados os casos que resultaram na morte de José Isaque Santiago da Silva, 6, e do coordenador de call center Wellington Matias de Sousa, 33. A criança foi baleada durante tiroteio entre criminosa e agentes da segurança, no Bom Jardim, no último dia 25 de abril. 

A Polícia Militar (PM) fazia operação no bairro após um integrante da tropa ter sido atacado a tiros na região. À época, segundo o avô, Adauto Santos, o garoto tinha ido almoçar na casa da avó antes de ir à escola. 

Quando os agentes chegaram próximo à residência onde ele estava, a tia de Isaque começou a trocar tiros com os policiais, e ele chegou a ser usado como escudo humano. Além da tia e da avó do menino, um policial também foi atingido. A criança foi a única a não resistir às perfurações. 

[FOTO2] Quem atirou?

No caso mais recente, registrado na manhã do último domingo, 6, a família e as testemunhas da morte de Wellington Matias de Sousa questionam a postura de policiais militares durante perseguição a suspeitos de crimes. O coordenador de call center acompanhou a ação enquanto trafegava na rua Rio Grande do Norte, no bairro Demócrito Rocha. 

Conforme Edivan Lopes, 44, técnico em manutenção e tio da vítima, um dos agentes envolvidos na ocorrência, os criminosos começaram a disparar contra a viatura. “Wellington passou e ficou no meio do fogo cruzado”, disse.
 

Conforme o parente, a versão de testemunhas é diferente. “Não houve troca de tiros, apenas a viatura atirou. E outra, a bala atingiu o carro de Wellington na parte de trás. A polícia era quem vinha atrás perseguindo (o carro do suspeito)”, disse o tio.

Na segunda-feira, 7, O POVO Online questionou a SSPDS sobre o caso. À época, a Pasta informou que os policiais haviam prestado depoimento o 11º Distrito Policial. Já nesta quinta-feira, 10, a assessoria de imprensa da Secretaria comunicou que a CGD apura a morte do coordenador de call center. 
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Conduta de policiais é investigada em dois casos de balas perdidas

Em uma das ações, José Isaque Santiago da Silva, de seis anos, morreu. Já no último domingo, 6, a morte de coordenador de call center foi questionada por familiares e testemunhas

11:44 | 11/05/2018
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A conduta de policiais à frente de duas ações com troca de tiros que deixaram pessoas mortas vítimas de balas perdidas está sendo investigada pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD). Das três ocorrências do tipo registradas neste ano no Estado, apenas em uma houve sobrevivente. O empresário José Cals foi atingido no olho, perdeu a visão, mas resistiu aos ferimentos. 
 

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), são investigados os casos que resultaram na morte de José Isaque Santiago da Silva, 6, e do coordenador de call center Wellington Matias de Sousa, 33. A criança foi baleada durante tiroteio entre criminosa e agentes da segurança, no Bom Jardim, no último dia 25 de abril. 

A Polícia Militar (PM) fazia operação no bairro após um integrante da tropa ter sido atacado a tiros na região. À época, segundo o avô, Adauto Santos, o garoto tinha ido almoçar na casa da avó antes de ir à escola. 

Quando os agentes chegaram próximo à residência onde ele estava, a tia de Isaque começou a trocar tiros com os policiais, e ele chegou a ser usado como escudo humano. Além da tia e da avó do menino, um policial também foi atingido. A criança foi a única a não resistir às perfurações. 

[FOTO2] Quem atirou?

No caso mais recente, registrado na manhã do último domingo, 6, a família e as testemunhas da morte de Wellington Matias de Sousa questionam a postura de policiais militares durante perseguição a suspeitos de crimes. O coordenador de call center acompanhou a ação enquanto trafegava na rua Rio Grande do Norte, no bairro Demócrito Rocha. 

Conforme Edivan Lopes, 44, técnico em manutenção e tio da vítima, um dos agentes envolvidos na ocorrência, os criminosos começaram a disparar contra a viatura. “Wellington passou e ficou no meio do fogo cruzado”, disse.
 

Conforme o parente, a versão de testemunhas é diferente. “Não houve troca de tiros, apenas a viatura atirou. E outra, a bala atingiu o carro de Wellington na parte de trás. A polícia era quem vinha atrás perseguindo (o carro do suspeito)”, disse o tio.

Na segunda-feira, 7, O POVO Online questionou a SSPDS sobre o caso. À época, a Pasta informou que os policiais haviam prestado depoimento o 11º Distrito Policial. Já nesta quinta-feira, 10, a assessoria de imprensa da Secretaria comunicou que a CGD apura a morte do coordenador de call center. 
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