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Professores protestam com "cemitério da educação" na Câmara de Fortaleza

Em greve desde a última quarta-feira, 18, os professores pedem mediação da Câmara com a prefeitura

14:29 | 24/04/2018
Cruzes com nomes do prefeito de Fortaleza e secretária da educação em frente a câmara dos deputados de Fortaleza.
Cruzes com nomes do prefeito de Fortaleza e secretária da educação em frente a câmara dos deputados de Fortaleza.
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Cemitério da educação é colocado em frente a Câmara Municipal de Fortaleza. Em greve, Professores da rede municipal de ensino estão na sede do Poder Legislativo da Capital em protesto contra reajuste salarial e condições das escolas públicas, na manhã desta terça-feira, 24. As atividades da paralisação se iniciaram na última quarta-feira, 18, quando uma via da avenida Pontes Vieira foi interditada pelos docentes

Parte dos professores está fora da Câmara Municipal, e a outra parte está dentro, para ouvir os pronunciamentos dos políticos. No lado externo, há um cemitério da educação, que foi colocado pelos docentes, com críticas ao prefeito de Fortaleza, a atual secretária Municipal de Educação e à reforma trabalhista. Comissão de professores foi recebida por outra de vereadores para a discussão da pauta.
[SAIBAMAIS]
 
"Estamos recorrendo a Câmara Municipal, como fiscalizadora do Executivo, para que as negociações sejam retomadas", afirma Gardênia Baima, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação(Sindiute) no Estado do Ceará, sobre o objetivo da manifestação. Gardênia destaca que o Legislativo tem papel fundamental na mediação das negociações com o Poder Executivo da Capital. 

"Não interessa para a cidade de Fortaleza. Não interessa para professores,que se constitua um impasse. Que ao invés de resolver, sentar à mesa, apresentar uma contraproposta, a Prefeitura esteja buscando um recurso antidemocrático e antirrepublicano, que é pedir a ilegalidade da greve. Quando, na verdade, ilegal, achamos nós, é quem não cumpre a constituição", afirma Gardênia criticando o decreto de ilegalidade da greve feito pela Justiça.

A greve tem adesão de três mil professores, segundo os líderes do movimento, deve continuar, pelo menos, até sexta-feira, 24, quando uma nova assembleia deve ser feita. "Nós vamos continuar a greve com atividades de ruas e visitas às escolas", elenca Gardênia sobre o calendário grevista dos próximos dias.
 
Redação OPOVO Online
com informações da repórter Ana Rute Ramires 

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