Mulher é agredida na Maloca; empresa de segurança é afastadaNotícias de Fortaleza
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Mulher é agredida na Maloca; empresa de segurança é afastada

Vídeo fornecido pelo Dragão do Mar mostra a agressão sofrida pela mulher

19:24 | 30/04/2018
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Uma mulher foi agredida durante o quarto dia da Maloca Dragão, na última sexta-feira, 27, na rua José Avelino, em Fortaleza. Segundo relato publicado por ela em rede social, duas pessoas dançavam na grade de proteção do palco quando um dos seguranças tentou afastá-los e os agrediu. Ela relata que tentou impedir a ação do agressor, e o homem a atacou. O Instituto Dragão do Mar afastou tanto o profissional quanto a empresa de segurança.
 
Paulo Linhares, presidente do Instituto Dragão do Mar, informou que a instituição prestou apoio à vítima, e, inclusive, uma assessora do evento também foi hostilizada na confusão. Ele lamentou o ocorrido. De acordo com o gestor, os profissionais selecionados para trabalhar no festival foram treinados para evitar qualquer ato de desrespeito ao público. 
 
A produtora cultural e curadora da Maloca Conexões, Priscila Melo, conta que parte do público se assustou com a confusão ao ver o segurança avançando contra os dois homens que dançavam. “Isso, por si só, já é inadmissível e gravíssimo. Mais grave ainda é ela tentar defendê-los e, no meio da confusão, levar um tapa”, lamentou a profissional. 
 
Conforme ela relata, outras mulheres se reuniram e acompanharam a vítima. “Pedimos aos homens da sala que saíssem, a acolhemos, levamos ela para tomar um banho e oferecemos para levá-la à delegacia”, disse Priscila. 
[SAIBAMAIS]
Prevenção e punição
 
Ao reconhecer e classificar a agressão como “chocante”, “absurda” e “estarrecedora”, Linhares explicou que o segurança era funcionário da empresa Shao Lin Segurança, prestadora de serviços do evento. “É um conflito que estamos vivendo onde o conservadorismo, a homofobia e o ódio são como de um capitão do mato. Os diálogos com nossa assessora, em que ele questionou quem ela era, são uma coisa inacreditável
 
Segundo o gestor, a organização do festival promoveu três palestras antes do Maloca para prevenir incidentes como o denunciado. “Afastamos a empresa e o profissional. Vamos tomar providências judiciais contra isso, e pensar como vamos trabalhar com equipe mais qualificada”, disse. 
 
Para o presidente do Dragão do Mar, casos como este precisam ser divulgados para que as instituições avaliem e repensem políticas de prevenção à violência contra classes e gêneros. “Como um espaço libertário, permanentemente enfrentamos esse tipo de problema. Teve uma Maloca que foi a questão de uso de banheiro público por travesti. Desta vez, já sinalizamos os banheiros. Não quero dizer que somos os sabe-tudo, mas estamos aprendendo e tentando enfrentar”, disse. 
 
O POVO Online ligou para a vítima das agressões e para a empresa Shao Lin Segurança, mas as chamadas não foram atendidas. A reportagem também optou por preservar o anonimato a mulher que sofreu as agressões.
 
Confira vídeo fornecido pelo Dragão do Mar que mostra a agressão sofrida pela mulher: 
 
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