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Sem abastecimento, população usa baldes e recorre a amigos e parentes para não ficar sem água

Baldes cheios na noite anterior são arma de fortalezenses para conviver com a suspensão do abastecimento. Normalização pode demorar até 72 horas

11:28 | 19/04/2018
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Após a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) suspender o fornecimento de água para a realização de manutenção preventiva e corretiva na estação de tratamento Gavião, fortalezenses lidam com o desabastecimento. Nos bairros Pirambu, Serviluz e morro Santa Terezinha, visitados pelo O POVO Online, moradores se utilizam de baldes, bombas e caixas d'água para conviver com o racionamento até a regularização do serviço, que tem previsão para as 20 horas desta quinta-feira, 19, mas pode demorar até 72 horas. Em regiões mais altas, como o Santa Terezinha, a tendência é de demorar mais.

No morro Santa Terezinha, a falta de abastecimento não havia sido tão sentida até às 9 horas, já que a maioria dos moradores visitados pela reportagem contam com caixa d'água.  No Serviluz, várias pessoas começaram a encher os baldes e bacias na noite da última quarta-feira, 18, avisados da falta d’água. Também teve quem recorreu aos vizinhos que com bombas ou poços para pedir ajuda. 
 
[SAIBAMAIS] A comerciante, Maria Alves, moradora do Serviluz, conta que começou a se preparar no dia anterior, reservando água e deixando todas as mamadeiras e fraldas de sua neta já lavadas. "Como gosto de ser prevenida, sempre assisto o jornal pra saber se vai acontecer essas coisas. Hoje acordei 5 horas pra encher o resto dos baldes", relata. Já o casal de idosos Raimundo Simplício e Maria Antônia decidiram encher todos os baldes e vasilhas da casa para lavar louças e roupas durante o dia, pois a caixa d’água que utilizam é dividida com os vizinhos. 
 
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O pintor João Médici, morador do mesmo bairro, disse que recorreu a amigo que mora em rua próxima e onde ainda havia água. Como ele, Evandro Duarte procurava a casa do irmão para lidar com a falta d’água. Desde 6 horas, quando começou o corte na região, o homem fazia o percurso da casa do parente para a sua com baldes cheios. 

A dona de casa Claudete Oliveira, moradora do Pirambu, foi à casa de seu pai para encher baldes. "Ele tem essa bomba há anos. Se não fosse por isso, a gente ia passar um sufoco hoje". Ela também fez reserva para sua tia idosa que mora logo ao lado, já que essa não possui caixa d’água. Até a regularização do serviço da Cagece, a ajuda coletiva supre a falta do recurso.
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