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Polícia descarta outras hipóteses e conclui que estagiária foi morta em tentativa de assalto

A estudante de direito Cecília Raquel Moura foi morta na Cidade dos Funcionários. Último suspeito do crime se entregou segunda-feira, 17

15:27 | 18/04/2018
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Investigadores à frente do caso da estudante de direito Cecília Raquel Moura, 23, morta na última quinta-feira, 12, concluíram que a estagiária do Ministério Público Federal (MPF) foi vítima de latrocínio. Na última terça-feira, 17, Rodrigo Barbosa de Moura, 29, o último integrante do grupo, e responsável por planejar a ação, se entregou à Polícia Civil. 

"Temos o fechamento de que os indícios são para a hipótese de latrocínio. Todos os detidos serão indiciados por esse crime", disse o diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Leonardo Barreto. Segundo ele e a delegada Ana Vitória, da 1ª delegacia da Divisão, as pessoas envolvidas direta e indiretamente na ação já foram identificadas e presas

[FOTO2]Presos

Os primeiros foram Leonardo Lima do Nascimento, 22, e Antônio Honorato Pinheiro Macêdo Lima, 19, capturados na quinta-feira, 12. Durante o latrocínio, Leonardo estava no banco do passageiro do veículo Chevrolet Prisma, usado no crime, já Honorato estava sentado no banco traseiro do carro (ele seria responsável por conduzir o veículo roubado de Cecília). 
 
Dois dias depois, foram presos Geanderson da Silva Barbosa (conhecido como Magrão), 21, responsável pelos disparos, e Jeferson de Sousa Rodrigues, 24, fornecedor da arma. Também estão presas Antônia Alexandra do Nascimento, 37, esposa de Magrão, e Jessica Ferreira Oliveira, 26. Ela dava cobertura ao grupo, alertando sobre a chegada de policiais. 
 
[SAIBAMAIS]Tornozeleira eletrônica
 
Geanderson usava tornozeleira eletrônica até uma semana antes do latrocínio, segundo a delegada. Contudo, ele foi liberado após cumprir a medida cautelar. Conforme os investigadores da DHPP, Rodrigo (o último a ser preso) também era monitorado eletronicamente. 
 
O acusado é visto pelos agentes da Segurança Pública como "mentor intelectual do crime", responsável por conseguir a arma e reunir os suspeitos. “Ele estava na hora e no local do latrocínio com a tornozeleira. No dia seguinte, arrancou e jogou fora, possivelmente no canal”, esclareceu Ana Vitória. 
 
Organização criminosa
 
Ainda segundo a delegada, além de Rodrigo, Geanderson, Honorato e Leonardo usavam o Prisma para cometer assaltos na região. A Polícia chegou a apurar se a morte de Cecília teria sido em represália à atuação do irmão dela, policial militar. Com a conclusão das investigações indicando latrocínio, a intenção da Polícia Civil é também apresentar denúncia contra o grupo de organização criminosa — além de receptação e adulteração de veículo —, devido à quantidade de integrantes envolvidos na ação. 
 
“Três pessoas já configuram associação, mas estamos verificando a possibilidade de organização, que é algo maior e envolve o escalonamento de funções para cometer crimes. Verificamos isso de forma clara: alguns tinham funções diretamente ligadas ao fato, outros de maneira mais tangencial, como as mulheres”, disse Leonardo Barreto. 
 
Substituto
 
Antes do latrocínio, a quadrilha era investigada pelo delegado Hélio Marques, titular do 13º Distrito Policial, na Cidade dos Funcionários. Segundo ele, o grupo atuava na região. Ele apontou que, na semana anterior ao crime, um dos integrantes da organização foi preso. Cleison Silva Rodrigues, conhecido como Orelha, tinha a função de abordar as vítimas. 
 
Após a prisão, Geanderson passou a fazer fazer as abordagens. Segundo Ana Vitória, a intenção dos assaltantes não era fazer disparos. “Magrão (Geanderson) é, de certa forma, inexperiente, ele usava armas brancas para assaltar. Como ele substituiu um elemento que abordava usando armas, ele pegou essa”, explicou.
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O crime
 
“A arma não era dele e estava muito lubrificada, qualquer toque no gatilho disparava. Ele chegou nervoso na abordagem, qualquer reação diferente que ela tenha feito ocorreu essa fatalidade do disparo”, disse a delegada. 
 
Conforme os presos, a vítima foi escolhida por estar sozinha, ser mulher e estar em um veículo Toyota Corolla. A delegada afirmou ainda que a perícia investiga se houve reação da estudante ou se a movimentação do veículo foi consequência da morte da jovem. 
 
Cecília cursava direito na Universidade de Fortaleza (Unifor). Ela foi surpreendida pelo grupo quando trafegava na rua Vereador Pedro Paulo, no bairro Parque Manibura. Alvejada, a estudante chegou a ser atendida no Instituto José frota (IJF), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. 
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