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Socorrista de folga tentou salvar idosa atropelada durante apagão na avenida Pontes Vieira

Mesmo no horário da folga, o socorrista tentou salvar a idosa e permaneceu com ela até a chegada da ambulância. A vítima não resistiu aos ferimentos e teve uma parada cardiorespiratória

11:00 | 23/03/2018
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Um socorrista do Samu Fortaleza, que estava de folga, tentou salvar a idosa que foi atropelada na última quarta-feira, 22, em meio ao apagão que atingiu as regiões Norte/Nordeste. Herlon Braga, de 27 anos, voltava para casa na motocicleta particular quando foi avisado por moradores que uma idosa havia sido atropelada. O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Pontes Vieira e Barão de Studart.

Ao O POVO Online, o socorrista relatou que, quando chegou ao local, a idosa estava com o peito para o chão, com dificuldade para respirar e as vias aéreas obstruídas. Ele relata que pediu ajuda a duas pessoas, orientou como deviam proceder e passou a realizar o socorro. "Ela apresentava fratura exposta no punho, no braço, edema no pulmão e afundamento de crânio. Cheguei por volta das 18h30min e por volta das 19h16min ela teve uma parada cardíaca, não tinha pulso e nem respiração. Começamos o procedimento de reanimação até por volta das 19h56min, quando a ambulância chegou. No entanto constataram o óbito", relata.

Herlon explica que o trânsito estava caótico e que, devido ao apagão, os sinais de trânsito não funcionavam e o engarrafamento dificultava o deslocamento das pessoas.

O caso
Na última quarta-feira, 21, O POVO Online divulgou que a idosa foi atropelada por uma motocicleta e permaneceu pelo menos duas horas aguardando uma ambulância. O estudante de administração Carlos Renan, que trabalha nas proximidades do local do acidente, percebeu que os familiares da vítima, inicialmente, não deixaram que ela fosse levada em carro particular, devido às condições físicas da idosa.

Em seguida, um socorrista de motocicleta chegou e realizou massagem cardíaca na mulher. No entanto a ambulância demorava a chegar. Por volta das 19 horas, a vítima ainda estava no local. "(Nesse momento) os familiares desistiram de esperar a ambulância, mas aí não podiam mais levar em carro próprio. Vi que tinha muito sangue no chão", relatou o estudante.

Por meio de Nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o serviço foi solicitado às 17h57min e que a ambulância foi enviada o mais rápido possível. A SMS informou que durante o "apagão", as ambulâncias foram encaminhadas prioritariamente para a remoção de pacientes internados em estado grave que necessitam de ventilação mecânica para respirar, vítimas de acidentes de trânsito com risco de vida e depois os casos menos graves.

A Secretaria relata ainda que a falta de energia elétrica afetou o serviço de telefonia e, consequentemente, a comunicação. O congestionamento nas ruas também aumentou o tempo de espera por ambulâncias.

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