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Fortaleza
INVESTIGAÇÃO

Polícia pede prisão preventiva para mais dois suspeitos de participar da chacina do Benfica

Mandado deve ser concedido ainda hoje. Os acusados estão foragidos. Na noite da matança, eles teriam sido vistos com Douglas Matias da Silva, o primeiro envolvido a ser preso

16:09 | 12/03/2018
(Fotos: Matheus Facundo / Especial para O POVO)
A Polícia Civil apresentou à Justiça, na manhã desta segunda-feira,12, o pedido de prisão preventiva para Francisco Elisson Chaves de Souza e Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes. Os dois estão foragidos e são acusados de participação direta na chamada chacina do Benfica, quando sete pessoas foram executadas a tiros, no final da noite da última sexta-feira, 9. O mandado deve ser concedido até o final desta tarde.
Tanto Elisson quanto Stefferson já respondem judicialmente por casos como roubo e furto de veículos e receptação. Segundo fontes ouvidas pelo O POVO Online, eles também são investigados por tráfico de drogas, mas a reportagem não obteve a numeração dos inquéritos relativos a isso. Elisson é filho de um sargento da Polícia Militar, segundo a mesma fonte. No site do Tribunal de Justiça, consta uma condenação para cumprimento de pena em regime fechado.
 
No domingo, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) havia confirmado a prisão do primeiro suspeito do caso, Douglas Matias da Silva. Ele foi preso num apartamento no bairro Meireles. Foi localizado por causa do Fiat Punto usado pelos executores. O veículo teve a placa rastreada pelos fotossensores do bairro. No apartamento havia dois revólveres, uma pistola Ponto 40 e munições.
 
O material apreendido com Douglas foi examinado ontem na Perícia Forense. A confirmação de que Elisson e Stefferson estiveram com Douglas nos dois locais da chacina (praça da Gentilândia e rua Joaquim Magalhães) teria sido dada em depoimento pela fisioterapeuta que é namorada de Douglas. O nome dela está sendo preservado. Os três acusados são membros da facção Guardiões do Estado (GDE). Uma das prováveis motivações da chacina seria a briga por território na venda de drogas. A outra teria sido por conta da apreensão recente de armas de um traficante.

CLáUDIO RIBEIRO