PUBLICIDADE
Fortaleza
Segurança

Ocorrências com explosivos no Ceará atendidas pelo Gate chegam a 12 em menos de três meses

Gate inicia ciclo de palestras para orientar militares no atendimento de ocorrências com explosivos e reféns. O ciclo deve acontecer na Capital, RMF e Interior

11:18 | 14/03/2018

Na última terça-feira, 13, o Gate realizou a palestra no 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM) FOTO: Mauri Melo/ O POVO

Na segunda-feira, 5, um dia após a partida entre o Fortaleza e o Ceará, o funcionário de um estabelecimento comercial se deparou com uma espécie de granada artesanal, chamada "cabeça de nego". O artefato explosivo, que é feito com pregos e uma pólvora que tem uma sensibilidade maior que as demais, estava nas proximidades do comércio, quando o zelador resolveu manuseá-la. O artefato explodiu, quebrando e dilacerando a mão da vítima. No mesmo dia, uma sacola com vários desses artefatos foi apreendida pelo Grupo de Ações Táticas (Gate). 

Ainda no domingo, 4, dia do Clássico-Rei, um "torcedor" também se feriu ao manusear o mesmo tipo de artefato explosivo. Ele perdeu um dedo. No dia 6, dois dias após a partida, uma "cabeça de nego" foi encontrada nas proximidades do Grand Shopping, em Messejana. O esquadrão antibombas, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), foi acionado e teve que remover o artefato para um local seguro e o destruiu. 

Diante de 12 ocorrências somente em 2018, todas envolvendo explosivos, o Gate inciou um ciclo de palestras que deve se estender a todos os batalhões da Polícia Militar, na Capital, Região Metropolitana e Interior. O objetivo é orientar os policiais que chegam nas ocorrências sobre o que fazer e o que não fazer durante uma situação que envolve explosivos. Além disso, o grupo também orienta sobre ações que envolvem reféns. Na segunda-feira, houve uma palestra no 5º Batalhão da Polícia Militar, Centro. Na terça-feira, O POVO Online acompanhou uma palestra no 6º Batalhão, Conjunto Esperança. 

De acordo com o comandante do esquadrão antibombas, capitão José Azevedo, a primeira orientação é que o policial não faça nada com o explosivo, isole o local e acione a equipe especializada. 


Ocorrências 

- Em 2017, o Gate atendeu 32 ocorrências com explosivos 

- Em 2016, o número foi de 33 atendimentos de casos envolvendo explosivos 

JéSSIKA SISNANDO