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Motoristas da Uber e 99pop protestam contra projeto que regulamenta aplicativos de transporte

Profissionais seguiram em carreata do Castelão ao Aeroporto. Organização estima que 500 pessoas estiveram presentes. projeto deve ser votado nesta terça-feira na Câmara

13:06 | 26/02/2018
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[FOTO1]Motoristas de Uber e 99pop realizaram protesto em Fortaleza na manhã desta segunda-feira, 26. O grupo, estimado pela organização em 500 pessoas, seguiu em carreata do Castelão até o Aeroporto Internacional Pinto Martins. O ato é contra a PL 5587, classificado pelos aplicativos como "Lei do Retrocesso", que cria regulamentação de aplicativos de transporte particular. Em todo o Brasil, profissionais da categoria fazem manifestações como esta, motivada pela votação, prevista para esta terça-feira, 27, na Câmara dos Deputados. Os críticos do projeto consideram que as mudanças inviabilizam serviços como Uber e 99pop.

No fim do ano passado, o projeto de lei foi votado e aprovado no Senado, com emendas que beneficiariam os motoristas de aplicativos de transporte particular. Agora, a Câmara quer retomar o projeto original, que impõe a obrigatoriedade de placa vermelha, de autorização perante a prefeitura de cada cidade e de carro registrado no nome do motorista. As mudanças aproximariam os novos serviços do modelo dos táxis convencionais. Segundo os profissionais dos aplicativos, essas medidas seriam prejudiciais, impedindo muitos deles de exercer o trabalho.

"Ela (lei) acaba com o sistema. Hoje são 20 milhões de usuários no Brasil inteiro. Não vão ficar viáveis os aplicativos de mobilidade se essa 'Lei do Retrocesso' for aprovada do jeito que os deputados querem", protesta o motorista e articulador do movimento, Júnior Lima. De acordo com ele, o objetivo com o ato é que os deputados aprovem a lei com as emendas feitas pelo Senado ou que adiem a votação para discussão mais aprofundada.

Dois motoristas da Uber presentes na manifestação irão para Brasília para representar o Ceará no movimento contra a aprovação da lei. "A gente tem de lutar por isso e conversar com eles (os deputados). Além do motoristas, têm as famílias, todo mundo aqui depende da Uber", diz um dos membros da comissão Alex de Melo.

Para a motorista Cecília Barros, 41, aprovar a lei sem as emendas é "complicado". "Ela(a Uber) é totalmente importante porque é com ele que eu me sustento, ela é minha renda principal. Sem ela eu vou ficar desempregada como várias outras pessoas", assume a funcionária, que trabalha para a Uber há quatro meses.

"A nossa intenção é fazer com os deputados escutem a voz da gente assim como os senadores foram capazes de ouvir", afirma o motorista da Uber e da 99pop Marksuel Mariz, 41. Ainda que use a renda que consegue com os aplicativos apenas como complemento, pensa na coletividade. "Tem muitos parceiros que vivem disso daqui. Vai afetar drasticamente", lamenta.
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