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Camilo Santana diz que Brasil não tem estratégia de combate ao tráfico

13:58 | 20/02/2018
Camilo Santana e Roberto Cláudio
Camilo Santana e Roberto Cláudio
O governador Camilo Santana (PT) afirmou que a força-tarefa policial enviada pelo governo federal deverá apontar a "real necessidade" de efetivo na repressão ao crime organizado no Ceará. Ele disse ainda, em entrevista concedida no Palácio da Abolição, que o governo federal "abriu os olhos" para o Ceará, responsabilizando a gestão nacional pelo combate ao crime organizado, mas que o País não tem ações definidas no combate ao tráfico de drogas.
 
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No último dia 17, o presidente Michel Temer anunciou a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, no contexto de guerra ao tráfico de drogas. No último domingo, 18, enviou força-tarefa policial ao Estado para dar apoio técnico às forças de segurança estaduais. A decisão veio após o decreto da intervenção federal no Rio de Janeiro e a morte de dois líderes do PCC no Ceará.   
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"Tenho colocado que é uma questão nacional, constitucional. Estamos vivendo um momento no Brasil de um tráfico de drogas e facções criminosas que começaram no Rio de Janeiro e São Paulo e se instalaram em todo o País", diz. "Havia necessidade do governo federal assumir seu papel". 

"O Brasil não tem um plano, uma estratégia, não tem definidas suas ações. Nós não produzimos droga, não poduzimos arma, elas entram no País. Temos estrutura de Polícia Federal que não atende as demandas. É preciso fortalecer a Polícia Federal, as fronteiras", aponta. 

Inteligência policial

De acordo com o governador, o contigente de 36 homens é uma "equipe inicial" que vai avaliar a real necessidade do efetivo policial. O destacamento enviado ao Ceará conta com 26 homens da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança Pública, chefiados pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública. 

"O que pedimos foi uma ajuda de inteligência aqui no Ceará. Precisamos ter informações de outros estados também", destaca. "Esse efetivo vai traçar um diagnóstico do que realmente é necessário de efetivo nessa área de repressão no Ceará".
 
Camilo diz ainda "não tinha" a informação de que os criminosos estariam de férias no Estado. "A informação que eu tenho, e nem é bom falar, é de que esse traficante estava preso e há 45 dias foi solto pela Justiça", afirmou. "Desafio um estado brasileiro que tenha investido mais em segurança pública do que eu tenho feito. (Colaborou: Irna Cavalcante)
 

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