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R$ 3,84 seria o valor ideal para a passagem de ônibus em Fortaleza, afirma Sindiônibus

Segundo o sindicato, o setor de transporte público de Fortaleza passa por um momento de desequilíbrio econômico-financeiro; a mão de obra e a queda do número de pagantes influenciam diretamente nos custos

18:27 | 31/01/2018
Ônibus parado
Ônibus parado

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Para equilibrar economicamente o setor de transportes, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) sugeriu que a passagem de ônibus custasse R$ 3,84. O valor não foi acatado pela Prefeitura de Fortaleza, que fechou em R$ 3,40. Segundo o sindicato, esse valor está 20% abaixo do necessário. Pessoa Neto, superintendente técnico do Sindiônibus, afirma que o valor gasto mensalmente é, em média, R$ 68 milhões, cerca de R$ 816 milhões por ano.

Em nota, o Sindiônibus afirma que a crise financeira do País afetou diretamente o uso do transporte público, diminuindo o número de pagantes do valor integral cobrado. De acordo Neto, há dois anos, o número do acumulado mensal de passagens pagas era 22 milhões; há um ano, 20 milhões; hoje, esse número chega a 17,7 milhões. Além disso, o superintendente afirma que a mão de obra é o fator que mais encarece os custos do transporte.

Quem paga a conta
O valor da tarifa é a divisão dos custos para manter o transporte e o número de usuários pagantes. O método, utilizado desde a década de 90, considera o custo fixo e variável: o primeiro engloba quantidade e tipo de veículos, quilômetros rodados e o número de viagens, por exemplo. Combustível, lubrificantes, pneus e peças estão entre os custos flexíveis.

Além de sugerir um valor maior do que o deliberado pela Prefeitura, o Sindicato afirma em nota que a gratuidade dada a alguns usuários prejudica quem paga a passagem inteira. Para o superintendente, “a lei de gratuidade, como a existente para os idosos, é feita, mas não dizem quem vai pagar essa conta”, crítica. Entretanto, nega ser contra o benefício. Por outro lado, o superintendente defende que uma das saídas é que a própria população pague pelas políticas públicas adotadas pelo município ou o governo municipal dê subsídios para a manutenção do transporte urbano.

Prefeitura
A assessoria de comunicação da Prefeitura de Fortaleza afirma que a tarifa cobrada é o valor “mais adequado” para o passageiro, e “as empresas de ônibus devem se adaptar à realidade”. De acordo com eles, “há diversos fatores que barateiam os custos do transporte público e, hoje, Fortaleza é referência nacional”. Esses fatores são referentes a corredores e faixas exclusivas para ônibus que diminuem o tempo gasto no deslocamento e, por consequência, diminuem o valor do combustível.

A assessoria afirmou ainda que “é uma decisão política manter o valor da passagem baixa e garantir que o valor da meia não ultrapasse os 50% correspondente ao valor integral”.  

Nova tarifa
Conforme decreto publicaod no Diário Oficial do Município, o  reajuste da tarifa de ônibus começa a valer no próximo sábado, 3, em Fortaleza. Com aumento de 6,25%, o valor integral passa de R$ 3,20 para R$ 3,40; a meia passa de R$ 1,40 para R$ 1,50.

A estudante de licenciatura em Geografia, Jéssica Rebouças, é contra o aumento da passagem. Para ela, que está pagando o valor integral, “ é um absurdo se locomover nessa cidade gastando mais que cinco reais”. Além disso, a estudante afirma que devido ao corte de bolsas da Universidade, e agora com o aumento da passagem, alguns alunos deixarão de cursar disciplinas por não ter como pagar o valor cobrado.

 

Redação O POVO Online

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