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Em dia de chacina, público esvazia o Castelão no primeiro clássico do Cearense

Antes de a bola rolar, um minuto de silêncio foi respeitado em memória das vítimas da chacina.

21:18 | 27/01/2018
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No dia em que pelo menos 14 pessoas foram assassinadas na maior chacina da história do Ceará, no bairro Cajazeiras, o Castelão ficou praticamente vazio para a realização do primeiro clássico do ano no Estadual, entre as equipes de Ceará e Ferroviário.

Distante cerca de 5 quilômetros do local onde grupo de 20 pessoas atirou contra os frequentadores de uma festa no "Forró do Gago", o “Gigante da Boa Vista” ecoava mais o barulho do sistema de som interno do que das vozes da torcida nas arquibancadas. Dentro da arena, era possível ouvir a batida da bola e os gritos dos atletas, barulhos normalmente abafados pelos torcedores.

[SAIBAMAIS]

Só os anéis inferiores do estádio tinham ocupação, porém em quantidade bem reduzida se comparada à de qualquer partida envolvendo Ceará e Fortaleza ou qualquer outro clássico do nosso futebol.

Do lado de fora, quando a reportagem de O POVO chegou ao estádio, no começo da noite, a movimentação não denunciava que haveria jogo no Castelão. Nada das dezenas de vendedores ambulantes com bebidas e bandeiras, geralmente encostados nas grades da praça esportiva, que costumeiramente estão presentes quando há partidas.

Antes de a bola rolar, um minuto de silêncio foi respeitado em memória das vítimas da chacina.

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