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Fortaleza
Antônio Bezerra/Messejana

Educadora social morta em ônibus havia sido vítima de roubo na mesma linha do coletivo

O corpo de Alexandra Assunção foi velado em Itaitinga

18:10 | 12/01/2018

FOTO: Reprodução/Facebook

O clima na rua Laura de Sousa, em Itaitinga, onde ocorreu o velório da educadora social Alexandra Assunção Santos, de 34 anos, morta dentro de um coletivo, foi  de luto e sensação de impunidade. Na tarde desta sexta-feira, 12, familiares e amigos se reuniram para prestar o último adeus à educadora, em um extenso galpão na casa da mãe de Alexandra. Um cunhado da vítima, que pediu para não ser identificado, disse em entrevista ao O POVO Online que Alexandra havia sido vítima de roubo naquela mesma linha.

O parante conta que ela embarcava no ônibus todos os dias para trabalhar. "Ela não tinha nenhuma maldade. Uma pessoa que não tinha inimizade com ninguém. A gente não espera, não tinha motivo, não tinha envolvimento com nada. Quem conhecia ela não tinha o que dizer dela, era uma pessoa pessoa perfeita", relata.

Ele cobrou uma resposta das autoridades. O cunhado relata que a família não tem sido procurada pela Polícia e falou sobre o sentimento de impunidade "Queria que ele fosse preso. Sei que não vai trazer ela de volta. A gente sabe que com pouco tempo ele está solto na rua", disse.

Alexandra morava no centro de Itaitinga com o marido, com quem era casada há mais de cinco anos. O familiar explica que ela gostava de trabalhar com crianças e adolescentes. O cunhado, outros familiares e amigos velaram o corpo de Alexandra na casa da mãe da vítima. Alexandra será sepultada neste sábado, 12, no cemitério de Itaitinga.

Morto em ônibus segue sem identificação

Após mais de 24 horas depois do crime, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ainda não divulgou a identificação do homem que pulou a catraca e foi morto.

O POVO solicitou nota com os dados da vítima, mas ainda não houve resposta. Por meio de nota, a SSPDS divulgou que as investigações estão com a Divisão de Homicídiose Proteção à Pessoa (DHPP) e que não iria repassar detalhes sobre o caso para não comprometer a investigação.

Oo crime aconteceu na Avenida Frei Cirilo, onde um passageiro não identificado efetuou disparos contra um indivíduo que havia pulado a catraca, que foi atingido e morreu dentro do coletivo. Alexandra, que estava dentro do ônibus, com dezenas de passageiros, foi baleada, socorrida no mesmo coletivo, mas não resistiu aos ferimentos.

No local, conforme a SSPDS, foram apreendidas cápsulas deflagradas e uma faca que estava com o rapaz morto.

JéSSIKA SISNANDO