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Fortaleza
NOTÍCIA

Polícia identifica suspeitos de torturar e matar capivara para fazer churrasco

O crime ocorreu no bairro Quintino Cunha. Vídeo que mostra animal sendo torturado foi divulgado nas redes sociais

Lucas Braga
20:00 | 28/12/2017
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Com pauladas, tapas e enforcamento, uma capivara adulta foi morta no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza. O crime ocorreu no último dia 17 e pelo menos três suspeitos já foram identificados pela Polícia e devem ser ouvidos nesta sexta-feira, 29. Eles podem ser condenados de 6 meses até 1 ano de prisão, por infringirem o artigo 29 da Lei Ambiental (Nº 9.605/1998).
 
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A denúncia foi feita após vídeo do crime ser divulgado nas redes sociais e ter repercussão com mais de 1 milhão de compartilhamentos no Facebook. A Sociedade Protetora Ambiental (SPA-CE) coletou informações sobre suspeitos e levou à Polícia e à 1ª Promotoria do Meio Ambiente%u200B do Ministério Público. 

Presidente da SPA-CE, Márcio Sousa crê que os suspeitos devem responder pelo crime. “Principalmente por ser um crime com requintes de crueldade a um animal silvestre. É um bicho simpático que não oferece riscos e foi espancado assim”, lamenta.

Após registro de Boletim de Ocorrência e quase uma semana de investigações, a Polícia identificou os envolvidos. O delegado Titular do 10º Distrito Policial, Barbosa Filho, comenta que os responsáveis devem ser indiciados e notificados nesta sexta, 29. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar as diligências. Outras denúncias anônimas auxiliam as investigações.

Crime
A capivara teria aparecido num riacho do Quintino Cunha. Por ser exótica à fauna do Ceará, chamou atenção de moradores até que os criminosos decidiram arrastar o animal pelas ruas do bairro, usando cordas. 

Pelas imagens divulgadas, o roedor tentou se defender e acabou ferindo o joelho de um dos envolvidos que, no vídeo, aparece dando pauladas na capivara. Após espancada e arrastada, ela foi morta e a carne usada para churrasco, em um bar da região.

O mamífero é conhecido por ser o maior roedor do mundo e está incluído no mesmo grupo de roedores das pacas, cutias e preás. Existe na maior parte da América do Sul e, no passado, já foi comum no litoral cearense e potiguar.
 
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