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Dois milhões de pessoas estão nas piores condições de vida

Ao todo, 63,1% dos habitantes da Capital estão nessa situação, diz IBGE. Ricos representam 2,9% da Cidade

20:28 | 20/12/2017
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Fortaleza tem 63,1% da população urbana nas piores condições de vida. O valor representa 2,01 milhões de habitantes da Capital. Enquanto isso, 12,1% das pessoas morando na Cidade estão em situação considerada boa. E apenas 2,9% são tidas como ricas, segundo análise espacial do Censo Demográfico de 2010, divulgada nesta quarta-feira, 20, pela publicação “Tipologia Intraurbana”.

A pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro da Geografia e Estatística (IBGE) leva em conta informações de 96,2 mil pessoas, de 435 municípios, sobre saneamento, densidade de moradores por domicílio, rendimento, escolaridade e razão de dependência. Além dos estados das moradias, é analisada a presença de bens duráveis nas residências. Cada pessoa é classificada em algum dos onze níveis, que variam desde as boas condições até as precárias.

Cenário nacional

Conforme a análise, a maior proporção de população em áreas urbanas em piores condições de vida está no Nordeste, com 59,9% da população da região. Em seguida, o Norte do Brasil acumula 56,3% de pessoas em situação semelhante. Esta região é também a que apresenta maior proporção de pessoas em domicílios na situação considerada mais crítica, com baixíssimas ou precárias condições de vida, representando 35,4% dos moradores.

No País, 61,9% da população vive em lugares com boas e médias condições de vida. A parcela representa 58,5 milhões de pessoas, das 94,6 milhões que vivem em áreas urbanas. Já nas piores situações somam aproximadamente 36 milhões de brasileiros, o que corresponde a 38,1% do total de cidadãos morando nas cidades.

Redação O POVO Online

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