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Casal comemora 65 anos de matrimônio com ensaio fotográfico em Fortaleza

Eurídice e Galileu Chagas, ambos com 88 anos, fizeram ensaio fotográfico, na praça Luiza Távora, para comemorar as bodas de safira

08:00 | 24/12/2017
Galileu segura lousa com data do casamento e Eurídice segura buquê de rosas
Galileu segura lousa com data do casamento e Eurídice segura buquê de rosas
[FOTO1]Era véspera de Natal, em 1952, quando Eurídice disse sim a Galileu numa cerimônia na Igreja do Carmo, no Centro de Fortaleza. No sofá da sala, enquanto relembram o início da união que atravessa épocas, os dois guardam os 65 anos de casamento num aperto de mãos que dura toda a entrevista. Para comemorar as bodas de safira, a família produziu um ensaio fotográfico, numa tarde que atraiu a atenção de quem passava pela Praça Luiza Távora, na Aldeota. 
 
O casal interiorano, ele de Madalena e ela de Jaguaruana, se conheceu na época de estudantes na Capital, na década de 1940. “Lá vem a ligeirinha”, recorda Galileu, sobre como chamava a amada quando ela passava rápido em frente à morada dele, na rua Floriano Peixoto. “Era meu caminho pra Escola Normal. Quando eu ia passar, do outro lado da rua, apressava o passo porque ficava ele, meu primo, e outros rapazes. Eu queria passar logo com minha colega”, refaz dona Eurídice. 
 
Com ajuda do primo, o romance engatou em 1947. Ao todo, são 70 anos de relação: quatro de namoro e mais um de noivado, até o casamento em 24 de dezembro de 1952. “Sempre foi uma data que eu amei, o Natal”, estima dona Eurídice sobre a escolha do dia do casamento. 
 
Sobre as fotos, a matriarca confessa que, de início, não aprovava por conta da exposição em um espaço público, com pessoas ao redor. “Mas como o fotógrafo é meu genro que é doido por mim e eu por ele...”, brinca. 
 
[FOTO2]A ideia partiu de uma neta e logo foi abraçada pela família, que preparou todos os detalhes do ensaio. “A princípio, íamos contratar um fotógrafo profissional, mas o ar ‘de mais íntimo e pessoal’, nos fez enxergar que podíamos realizar pela própria família”, justifica Lorena Moreira, a caçula de quatro irmãos. 
 
O casal gostou da experiência, sobretudo do carinho que eles não esperavam receber de quem parou pra ver e até pediu pra tirar foto com eles. 
 
“A felicidade dos meus pais naquele dia ficará na memória e no coração de todos. Estávamos preparando esse presente pra eles, mas os mais beneficiados com todo esse processo fomos nós”, comemora Lorena. 
 
Para se manter junto por tanto tempo, dona Eurídice aposta na aceitação mútua e confiança. “Eu me dei bem com a escolha. Se fosse começar minha vida novamente, eu ia namorar com ele, casar, ter meus quatro filhos, ser diretora de colégio, que eu amava. Faria tudo de novo”, orgulha-se. 
 
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