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Com tom político, Marcha pela Vida concentra manifestantes na Beira Mar

Essa foi a 9º edição do evento que se posiciona contra a legalização do aborto no Brasil. Grupos religiosos e políticos participaram do protesto

20:34 | 07/10/2017
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Comunidades católicas, evangélicas e espíritas se encontraram na avenida Beira Mar, em Fortaleza, para se posicionar contra o aborto. Essa foi a 9º edição da Marcha pela Vida Contra o Aborto na Capital, que ocorreu na tarde e se estendeu pela noite deste sábado, 7. O movimento contou com apoio de líderes religiosos e políticos identificados como "pró-vida", que se revezavam no trio elétrico.

Os manifestantes reivindicaram este ano contra possíveis interrupções de gravidez de mulheres infectadas pelos vírus Zika. "A  gente está tendo uma investida muito grande do movimento pró-aborto na tentativa de legalizar a prática contra crianças com microcefalia", pondera George Mazza, coordenador da marcha, que defendeu o viés político da reivindicação.

"É através da política que a gente consegue conscientizar as pessoas. Mas,  antes de tudo, é um movimento humano", justificou.

Do trio elétrico, o padre Antônio Furtado, da comunidade católica Shalom, convidou os manifestantes a rezarem um pai nosso "pelo Brasil" e pedirem o fim da corrupção. "Obrigado a todos os vereadores que votam a favor da vida e contra à ideologia de gênero e outros atentados à família", emendou.

Com o terço na mão, a dona de casa Antônia Maria Noronha, 53 anos, caminhava lentamente seguindo o trio que puxava o coro: "Vida, sim; Aborto, não".

Ela acompanhava os companheiros da Comunidade Recado, do Bairro de Fátima, que organizaram equipes para participar da marcha. "Fui convidada pelas líderes da comunidade. Minha religião não permite o aborto e eu não admito que tirem a vida de um ser vivo", assinalou.
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Panfletos
Pelo calçadão da avenida, a enfermeira Renata Angelim, 37, encobria-se com a bandeira do Brasil e tentava persuadir os manifestantes com um panfleto que indagava: "Por que é preciso uma intervenção militar no Brasil?"

A manifestante defende que a pauta do aborto não se dissocia da atual conjuntura brasileira. A marcha, portanto, é para ela uma oportunidade de se colocar contra ao que chama de "destruição dos valores morais e judaicos-cristãos". "Os partidos políticos que estão no poder são contra a família. Se esse pilar for à ruína todo o ocidente vai ruir", atalha.

A marcha reuniu grupos evangélicos, católicos e espíritas de todos os bairros a partir de uma mobilização pelas redes sociais e outras mídias. “A gente tem uma articulação com comunidades religiosas de todos os bairros”, explica o coordenador George Mazza.

Entre os manifestantes, alguns também se identificavam com camisas de grupos de direita. “A gente tem uma articulação também”, emenda o empresário Heitor Freire, do movimento Direita Ceará. “Ser contra o aborto está na nossa pauta. Nós somos a voz dos pequenos indefesos”, diz.

A marcha teve concentração no Aterro da Praia de Iracema e seguiu por toda a extensão da avenida Beira Mar, com carros de som, faixas e apresentação musical de grupos religiosos e outros artistas. O movimento seguiu até a noite. O número de participantes não foi divulgado.

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