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Após bebê ser medicado incorretamente, sindicâncias são abertas em hospitais públicos

Internado no Hospital Albert Sabin, Kalleb Levy, de seis semanas de vida, tem quadro estável, mas permanece na UTI

16:05 | 04/09/2017
Internado neste sábado, 2, por suposta aplicação incorreta de medicamento, o pequeno Kalleb Levy Rodrigues, de apenas seis semanas de vida, permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias). Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), o quadro do menino é estável.

O POVO noticiou neste domingo, 3, a versão da família. De acordo com Célia Rodrigues, tia-avó de Kalleb, o menino tem problemas respiratórios graves e foi levado pela mãe, Maria Evilene Rodrigues de Lima, até o Hospital Distrital Gonzaga Mota (Gonzaguinha), no bairro José Walter, na noite de sexta-feira, 1º.

Na unidade, o aparelho de raio-X apresentava defeito, segundo uma funcionária, e profissionais transferiram a criança para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, onde foi internada após diagnóstico de broncoespasmo. “Foi confirmado que a criança apresentou uma reação adversa grave, por diversas causas”, informou a Sesa.

O aparelho de raio-X do Gonzaguinha do José Walter, porém, está em funcionamento. Conforme nota da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), são realizados 30 exames diários, em média, atendendo as demandas da unidade. Um funcionário não identificado passou informação equivocada para a família da criança sobre a impossibilidade de realização do exame. “Diante disso, o hospital instalou processo administrativo para averiguar o caso e tomar as providências cabíveis”, finalizou o informativo da SMS.

Na manhã de sábado, 2, conforme a tia-avó, ao levar a medicação do menino, uma enfermeira da UPA teria trocado o procedimento: em vez de aerossol, aplicou o remédio na veia. Ele começou a ter sangramento nasal e, desde então, está internado no CTI do Albert Sabin.

De acordo com o Governo do Estado, uma sindicância também foi aberta para investigar o que aconteceu na UPA.
 
Até o fechamento desta matéria, as secretarias de saúde do Estado e de Fortaleza, contudo, não detalharam seus procedimentos de sindicância e possíveis punições aos responsáveis pelos “equívocos” que puseram a saúde de Kalleb Levy em risco.
 
 
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