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Testemunhas do caso Dandara começam a ser ouvidas nesta quinta

O caso aconteceu em fevereiro e ganhou repercussão internacional pela violência do crime, que foi filmado e divulgado em redes sociais

16:11 | 10/08/2017
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As primeira testemunhas do caso Dandara começaram a ser ouvidas na tarde desta quinta-feira, 10, na 1ª vara do júri no Fórum Clóvis Beviláqua. Foram convocadas, para a oitiva, a defesa e a acusação, além dos acusados, que embora não tenham sido ouvidos, compareceram ao Fórum.

A travesti foi torturada e assassinada no dia 15 de fevereiro deste ano no bairro Bom Jardim. O caso ganhou repercussão internacional pela violência do crime, que foi  filmado e divulgado em redes sociais. Após a leitura do caso a primeira a ser ouvida foi a mãe de Dandara dos Santos, e das oito testemunhas convocadas pela defesa apenas seis compareceram.

O delegado responsável pelo caso, Bruno Ronchi, do 32º DP, não foi convocado para testemunhar, mas acompanhou os depoimentos. "O inquérito policial é limpo, correu tudo bem, foram 9 capturados de 11 pessoas indiciadas. Vamos continuar a procura pelos três foragidos. Tivemos alguns indícios dos lugares que eles poderiam estar, mas não tivemos êxito na captura", afirmou.

A investigação concluiu, após os depoimentos dos acusados, que o crime não foi caracterizado como crime de homofobia, no entanto, as agressões com requintes de crueldade a que a vítima foi submetida teriam ocorrido após os acusados saberem da homossexualidade da vítima.

Após as investigações, concluiu-se que todos os 11 acusados participaram da agressão, tortura e do assassinato de Dandara, mesmo os responsáveis pelas filmagens do ocorrido. O promotor, Marcus Renan Palácio, afirma que o Ministério Público pode antecipar que está satisfeito com as provas produzidas, ou seja, com a prova jurisdicionalizada.

As testemunhas de defesa e os acusados não foram ouvidos. A juíza deverá marcar uma nova data para esses depoimentos. Após todos serem ouvidos,  a defesa e a acusação terão prazo para fazer uma análise do que foi dito e dar as suas declarações sobre os depoimentos. Só então a juíza deve decidir se os acusados irão ou não a júri popular. 

Com informações do repórter Rômulo Costa

 

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