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Oficina em escola pública trata de violência doméstica por meio do grafite

Para a professora Aldeisa Gadelha, diretora da escola, a palestra foi esclarecedora. Ela percebe que muitas pessoas ouvem sobre a Lei Maria da Penha, mas não sabem o seu significado
16:28 | Ago. 25, 2017
Autor O POVO
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Estudantes grafitaram o muro da Escola de Ensino de Ensino Fundamental e Médio Antônio Sales, na Parquelândia, nessa quinta-feira, 24, como atividades da oficina "Jovens Unidos pelo Fim da Violência Doméstica". Organizada pelo Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza, a oficina integrou a programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa, que chega ao fim hoje, 25, sexta-feira. As informações são do site do TJCE.
 
A psicopedagoga Raieliza Lôbo e a psicóloga Inês Reis, ambas do Juizado, comandaram a iniciativa. O intuito é o de sensibilizar educadores, estudantes e a sociedade sobre a importância de erradicar esse tipo de violência. Raieliza diz que, embora a oficina exista desde 2010, essa foi a primeira vez que o grafite foi utilizado como forma de manifestação artística pelos jovens. Para ela, o grafite representa uma aproximação com a linguagem dos jovens, mutiplicando a ideia do combate à violência contra a mulher.
 
Esclarecimentos sobre os tipos de agressão contra a mulher, medidas protetivas, forma de denúncia e palestra sobre a Lei Maria da Penha estiveram inclusas na oficina. 70 estudantes entre 14 e 19 anos participaram do evento. Eles tiraram dúvidas e revelaram casos de violência.
 
Para a professora Aldeisa Gadelha, diretora da escola, a palestra foi esclarecedora. Ela percebe que muitas pessoas ouvem sobre a Lei Maria da Penha, mas não sabem o seu significado. Aldeisa diz ser muito importante que todos fiquem sabendo as consequências dessas violência e como denunciar.
 
Kamile Marino, de 14 anos, umas das participantes do evento, disse que é importante a informação acerca do tema. Ela diz que tirou muitas dúvidas e queria entender o porquê de a mão ter tanto medo de recorrer a Justiça. Já Beatriz Parente guardou o panfleto do Juizado da Mulher. Para a jovem, essas informações podem ser repassadas para vizinhos que já passaram por esse tipo de violência.
 
Redação O POVO Online 

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