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Feijoada Adotiva: ONG arrecada fundos para defesa dos direitos da criança em processo de adoção

O evento é uma ação do projeto "Rede Adotiva", que atua com o ativismo judicial em busca da efetividade dos direitos de crianças e adolescentes e ocorre no próximo dia 30, no Boteco da Antônio Sales

13:36 | 12/07/2017
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A adoção é uma trajetória de construção familiar desenhada pelo laço afetivo, mas também é um processo burocrático no Brasil. Os pais Priscila Farias e Igor Azevedo se debruçaram nesse desafio em 2015, quando adotaram os irmãos Iorrana, 10, e Italo, 8. A vivência delineou novas perspectivas na vida do casal, despertando o ativismo na causa.
 
“Quando conhecemos nossos filhos, nos deparamos com a realidade dos acolhimentos”, relata. As crianças estavam há três anos em abrigo à espera de um novo lar, um ano de permanência a mais do que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “A gente percebeu que poderia redobrar os esforços pela causa”. Foi quando surgiu a ideia do projeto “Rede Adotiva”, que atua nos processos de destituição do poder familiar, procurando diminuir a espera das crianças que se encontram em instituições de acolhimento.
 
A concepção do projeto aconteceu no ano seguinte a adoção e, atualmente, conta com aproximadamente 25 voluntários, entre psicólogos, advogados e pessoas engajadas na proteção e defesa de crianças e adolescentes. A epígrafe “Com amor nossa feijoada é muito mais completa” suscita a afetividade e importância da causa, que conta com a venda dos ingressos da “II Feijoada Adotiva” para manter pulsante as atividades da ONG. O evento acontece no próximo dia 30, no Dionísio Torres. 

Impacto social 
 
Atualmente, 90 crianças podem ser adotadas, e 201 famílias estão habilitadas para recebê-las, segundo Setor de Cadastro de Adotantes e Adotandos do Juizado da Infância e da Juventude de Fortaleza.
 
 
O emaranhado de processos que os pais adotivos percorrem e as situações de vunerabilidade as quais a criança é submetida durante as etapas, são as principais preocupações da ONG. “É como se cada ator estivesse agindo isoladamente”, destaca Priscila.
 
"Não existe processo com as crianças. Meus filhos ficaram três anos na instituição, o tempo máximo é de dois anos. Tem criança que chega recém-nascida e sai com seis anos", expõe a coordenadora do Núcleo de Acolhimento da ONG, Priscila. O projeto dispõe de orientação aos pretendentes/adotantes e pais adotivos antes e após a adoção.“Queremos juntar esses dois atores, fazer uma rede de proteção da criança”. 
 
Serviço
 
II Feijoada Adotiva
Onde: Boteco, avenida Antônio Sales, 3177
Quando: 30 de julho, às 12h  
Quanto: R$ 30 adulto/ R$ 25 criança
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Redação O POVO Online 

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