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Exposição no Titanzinho mostra fotografias feitas por crianças

Algumas das imagens devem ser selecionadas para compor exposição do Museu da Fotografia de Fortaleza

13:34 | 22/07/2017
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Quinze crianças do Titanzinho, no Cais do Porto, participaram de todo o processo. Tiveram aulas em oficina de fotografia, aprenderam a técnica de câmera pinhole — que usa latas de alumínio para capturar imagens — fizeram a revelação e ontem, na exposição dos trabalhos, em um dos becos da avenida Leite Barbosa, ajudaram a estender as fotos no varal de imagens. A ação foi a primeira do projeto Museu na Comunidade, que promoveu oficinas de fotografias para meninos e meninas entre 8 e 12 anos, com um único objetivo: mostrar como as crianças veem suas ruas e seu cotidiano.
 
A exposição é a primeira de, pelo menos, outras quatro ações em comunidades que o MMF deve realizar na Capital. Além do Titanzinho, no morro Santa Terezinha, comunidades em Messejana, no Poço da Draga e no Passaré também devem receber as aulas de como burilar a percepção das crianças sobre a própria realidade.
 
“A proposta é colocar, no futuro, uma reflexão sobre o olhar dessas crianças”, aponta Fernanda Oliveira, coordenadora do MFF. Meninos e meninas receberam aulas de como montar o equipamento artesanal. O resultado, segundo a coordenadora, respeita o universo delas e foi surpresa para os próprios meninos e meninas. O educador Yan Belém, que ministrou a oficina de fotografia, diz que "o ato de fotografar desperta dentro das crianças novo olhar para o futuro". Será feita curadoria para, até o início do próximo ano, selecionar fotografias a serem exposta no MMF.
 
Aos oito anos, Yasmin Lopes Reis já tinha decidido ser médica, até ter contato com a fotografia. Uma das crianças no projeto, ela agora tem nova escolha: “Vou ser médica e fotógrafa. Pra curar as pessoas e mostrar o Titanzinho pra elas”. Nikaele Gomes, 25, era só orgulho. Mãe da Nikelly, 7, uma das crianças fotógrafas, a dona de casa disse, ao ver as fotografias, ser grata ao projeto. “Cada uma mais linda que a outra”.
 
Redação O POVO Online 

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