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Vídeo mostra agressão de PM contra mulher na Beira Mar

A Secretaria da Segurança do Estado informou que afastou o policial envolvido na agressão

12:07 | 01/05/2017

Atualizada às 15h30min

Um vídeo em que um policial militar aparece agredindo uma mulher no rosto na avenida Beira Mar, em Fortaleza, está sendo divulgado nas redes sociais. Segundo informações preliminares, a mulher que aparece sendo agredida pelo policial teria sido vítima de furto no local e estaria contestando a demora na atuação da Polícia.

 

O policial militar, identificado como capitão Allan Kardec, do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), se exaltou e reagiu com uma tapa no rosto da vítima. A Secretaria da Segurança Pública do estado (SSPDS) informou em nota que a ação vista no vídeo não condiz com a formação dos agentes das forças de segurança e que o referido policial militar foi afastado de suas funções até que o caso seja apurado.

 

O caso foi repassado para a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) que, por meio de nota, comunicou ciência e informou que irá instaurar procedimento disciplinar para apurar o fato.

 

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), por sua vez, através da Comissão da Mulher Advogada, manifestou repúdio à atitude do policial militar que, "de forma truculenta, agrediu, na noite de ontem, uma cidadã na Av. Beira Mar". "A Polícia Militar não pode albergar em seus quadros e colocar nas ruas um servidor com tal despreparo para sua principal missão que é cuidar e defender a população cearense. A OAB irá acompanhar a apuração dos fatos e exigir a responsabilização do agressor, esperando que o mesmo responda pela sua violência institucional", disse a nota.

 

Veja vídeo:

[VIDEO1]

MPCE

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) informou, em nota, que tomou conhecimento do vídeo que circula nas redes sociais. O órgão diz que, “tão logo as imagens chegaram ao conhecimento da Instituição”, o fato foi levado à Controladoria Geral de Disciplina (CGD) e ao Comando Geral da PM para as providências pertinentes.

“As imagens serão analisadas e os fatos ocorridos serão investigados através dos procedimentos de apuração próprios do Estado de Direito com absoluta isenção e adoção das medidas que se mostrem cabíveis ao final da apuração.

A  Instituição reafirma sua obrigação de permanecer vigilante quanto a excessos e eventuais ilicitudes nas condutas de agentes públicos, embasando suas ações em investigações isentas em respeito aos princípios da legalidade e dignidade da pessoa humana”, completa o MPCE.

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